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Geologia · FGV · 2025

Questão comentada de Geologia

O arranjo da matriz litológica, um indicador espacial que caracteriza a orientação dos minerais no interior da rocha, é passível de ser medido com bússola geológica. Essa característica serve ao trabalho de campo do geólogo na condução de perícias em que se deseja saber se houve ou não a movimentação de um bloco em relação ao maciço rochoso. As rochas que permitem essa abordagem são:

Gabarito: C

A questão fala de uma propriedade estrutural das rochas chamada foliação, isto é, o alinhamento preferencial de minerais ou de planos internos da rocha. Em campo, o geólogo mede essa orientação com bússola geológica para entender direção e mergulho das estruturas. Isso é muito útil em perícias, porque se um bloco foi deslocado, a orientação original dessas estruturas pode mostrar a diferença em relação ao maciço rochoso ao redor. Esse tipo de leitura é típico de rochas metamórficas, sobretudo as que sofreram pressão dirigida e aumento de temperatura. Nelas, os minerais podem se reorientar e formar xistosidade, clivagem ardosiana ou bandamento gnáissico, criando um arranjo espacial que funciona como uma espécie de “régua natural” para o trabalho de campo. Por isso o gabarito é a letra C: o metamorfismo regional atua com calor e tensão orientada, reorganizando os minerais e gerando estruturas planares ou lineares que podem ser medidas e comparadas. Em termos práticos, é esse comportamento que permite ao geólogo verificar se houve rotação, basculamento ou deslocamento de blocos. As demais alternativas descrevem rochas sedimentares ou ígneas, que podem ter outras estruturas, mas não são as mais adequadas para esse tipo de análise estrutural com bússola geológica. A banca costuma cobrar exatamente essa associação: orientação mineralógica, foliação e metamorfismo andando juntos como um trio bem comportado.

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