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Geologia · FGV · 2022

Questão comentada de Geologia

Intemperismo químico é caracterizado pelo conjunto de reações químicas que alteram os minerais que compõem as rochas, ou seja, quebra da estrutura química dos minerais. Considerando o intemperismo químico, podemos afirmar que a mudança dos minerais de Gipsita (CaSO4 .2H2O) para Anidrita (CaSO4 ) e do Microclínio (KAlSi3O8 ) para Gibbsita (AlOH)3 são, respectivamente, processos de

Gabarito: D

Intemperismo químico é a “faxina química” das rochas: os minerais não apenas se quebram fisicamente, mas mudam de composição por reações com água, oxigênio e ácidos naturais. Por isso, em vez de falar só em desgaste, aqui o ponto é transformação mineral. A água costuma ser a grande protagonista, porque entra, sai, troca íons e reorganiza a estrutura dos minerais. No primeiro caso, a Gipsita (CaSO4·2H2O) passando para Anidrita (CaSO4) perde moléculas de água. Isso é desidratação, isto é, retirada de água da estrutura mineral. Pense como um “secou, encolheu e ficou mais simples”. No segundo caso, o Microclínio, um feldspato potássico, alterando-se para Gibbsita, ocorre hidrólise. A hidrólise é muito comum no intemperismo químico e envolve reação do mineral com água, com quebra da estrutura cristalina e formação de novos minerais, frequentemente mais estáveis em ambiente superficial. É o tipo de processo que transforma feldspato em mineral de argila ou hidróxido de alumínio, dependendo do grau de alteração. Assim, o gabarito D está correto porque a passagem de Gipsita para Anidrita é desidratação, e a de Microclínio para Gibbsita é hidrólise. A banca FGV gosta de cobrar essas transformações diretas entre mineral de origem e produto final, então vale decorar o “caminho químico” de cada uma.

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