Na avaliação de danos ambientais ao meio físico, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Os mapas hidroquímicos são utilizados para a rápida análise espacial das variações das características químicas de aquíferos apenas em meios descontínuos.
Errada, porque mapas hidroquímicos não se restringem a meios descontínuos; eles também são usados para analisar a variação química de aquíferos em outros contextos hidrogeológicos.
- B)É importante avaliar os seguintes indicadores de qualidade da água: transparência; turbidez; pH; oxigênio dissolvido; e, demanda bioquímica de oxigênio.
Certa, pois transparência, turbidez, pH, oxigênio dissolvido e DBO são indicadores clássicos da qualidade da água.
- C)Os indícios de movimento de massa observados nos elementos do meio antrópico e do meio biótico incluem as características das edificações e as espécies plantadas na região.
Certa, porque edificações e espécies plantadas podem revelar sinais de instabilidade do terreno e movimento de massa.
- D)A determinação da extensão da contaminação por efluentes em corpos d’água é obtida pela amostragem ao longo de todo o curso d’água e à jusante do último ponto onde houve lançamento de substância contaminante.
Certa, já que a extensão da contaminação é avaliada por amostragem ao longo do curso d'água e a jusante do ponto de lançamento.
- E)Os parâmetros geológico-geotécnicos utilizados especialmente na mineração e em atividades no meio urbano incluem determinar: posicionamento dos níveis freáticos; dimensão do assoreamento; evidências de colmatação do solo; e, presença de feições erosivas de pequeno e grande porte.
Certa, pois esses parâmetros geológico-geotécnicos são usados para diagnosticar condições de risco em mineração e no meio urbano.
Gabarito: A
Na avaliação de danos ambientais ao meio físico, o segredo é olhar para o que muda na água, no solo e na paisagem. Em geral, a perícia ambiental cruza indicadores físicos, químicos e geotécnicos para entender se houve contaminação, erosão, assoreamento, instabilidade de encostas ou alteração do aquífero. Nos recursos hídricos, por exemplo, entram na análise parâmetros como pH, turbidez, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio e transparência. Já no meio físico, também importam sinais de movimento de massa, feições erosivas, posição do nível freático e evidências de colmatação do solo. É aquele tipo de avaliação em que cada detalhe do terreno pode contar uma história bem barulhenta, mesmo sem fazer barulho. A alternativa A está incorreta porque os mapas hidroquímicos não são usados apenas em meios descontínuos. Eles servem para representar a distribuição espacial das características químicas das águas subterrâneas em diferentes contextos hidrogeológicos, inclusive em aquíferos porosos e fraturados. A limitação colocada no item estreita demais o uso da ferramenta e acaba tornando a afirmativa falsa. Em termos doutrinários, esse raciocínio é coerente com a prática de diagnóstico ambiental e hidrogeológico usada em estudos de impacto e perícias técnicas. A análise não fica presa a um único tipo de meio: ela combina dados para localizar a extensão e a intensidade do dano.