Conforme a NBR 10067/1995 (Princípios gerais de representação em desenho técnico), quando outras vistas, corte e/ou seções forem necessárias, além da vista principal, é correto afirmar que elas devem ser selecionadas conforme os seguintes critérios:
- A)usar o menor número de vistas; evitar repetição de detalhes; evitar linhas tracejadas desnecessárias.
Correta, porque segue o princípio da norma de usar o menor número de vistas possível, evitar repetição de detalhes e não criar linhas tracejadas sem necessidade.
- B)usar o maior número de vistas; sempre utilizar repetições de detalhes; evitar linhas tracejadas.
Errada, porque a norma não manda usar o maior número de vistas nem repetir detalhes; ela busca simplificação e clareza.
- C)usar todas as vistas possíveis; usar o menor número de repetições de detalhes; nunca utilizar linhas tracejadas.
Errada, porque não se deve usar todas as vistas possíveis, mas apenas as necessárias para evitar excesso de informação e desenho poluído.
- D)usar o menor número de vistas; usar o maior número de repetições de detalhes; usar a maior quantidade de linhas tracejadas.
Errada, porque a regra não é multiplicar repetições nem aumentar linhas tracejadas; é justamente o contrário, reduzir o que atrapalha a leitura.
- E)usar o maior número de vistas; usar o maior número de repetições de detalhes; evitar linhas tracejadas.
Errada, porque também inverte o critério da norma ao defender mais vistas e mais repetições, quando o objetivo é economizar representações.
Gabarito: A
A NBR 10067/1995 trata dos princípios gerais de representação em desenho técnico e, quando a vista principal não basta, ela orienta a escolha de vistas, cortes e seções com foco em clareza. A lógica é simples: mostrar o necessário, sem encher o desenho de informação repetida. Em desenho técnico, mais informação não significa melhor desenho; muitas vezes significa só mais confusão. Por isso, a norma privilegia o menor número de vistas possível, evitando repetição de detalhes e linhas tracejadas desnecessárias. Isso reduz a leitura errada e facilita a interpretação do projeto. O gabarito A está correto porque traduz exatamente essa ideia de economia de representação e de legibilidade do desenho.