É CORRETO afirmar que o tratamento térmico de austêmpera é um tratamento
- A)isotérmico aplicado ao aço e ferro nodular que, respectivamente, objetiva estrutura de bainita e ausferrita com alta dureza e resistência ao desgaste, boa ductilidade, baixas tensões internas e reduzida distorção geométrica.
Correta: a austêmpera é isotérmica, produz bainita no aço e ausferrita no ferro nodular, com alta dureza, resistência ao desgaste, boa ductilidade e baixas tensões internas.
- B)isotérmico aplicado ao aço e ferro nodular que, respectivamente, objetiva estrutura de martensita e ausferrita com alta dureza e resistência ao desgaste, boa ductilidade, baixas tensões internas e reduzida distorção geométrica.
Errada: no aço austemperado não se busca martensita, mas bainita, embora a descrição de ausferrita no ferro nodular esteja coerente.
- C)isotérmico aplicado ao aço e ferro nodular que, respectivamente, objetiva estrutura de martensita e ausferrita com alta dureza e resistência ao desgaste, boa ductilidade, elevadas tensões internas e distorção geométrica.
Errada: repete o erro da martensita no aço e ainda contradiz a austêmpera ao afirmar elevadas tensões internas e maior distorção.
- D)isotérmico aplicado ao aço e ferro branco que, respectivamente, objetiva estrutura de bainita e ausferrita com alta dureza e resistência ao desgaste, boa ductilidade, baixas tensões internas e reduzida distorção geométrica.
Errada: a austêmpera é aplicada tipicamente ao aço e ao ferro nodular, não ao ferro branco.
- E)termoquímico e isotérmico aplicado ao aço e ferro nodular que, respectivamente, objetiva estrutura de bainita e ausferrita com alta dureza e resistência ao desgaste, boa ductilidade, baixas tensões internas e reduzida distorção geométrica.
Errada: austêmpera não é tratamento termoquímico, e sim térmico isotérmico.
Gabarito: A
Austêmpera é um tratamento térmico isoteŕmico, ou seja, o material é mantido por um tempo em uma temperatura constante para que a transformação aconteça de forma controlada. Na prática, ele é muito usado em aços e em ferros fundidos nodulares, porque permite obter uma microestrutura com excelente combinação de resistência e tenacidade. No aço, o objetivo é formar bainita. Já no ferro nodular, o resultado típico é a ausferrita, uma microestrutura muito valorizada por entregar alta dureza, boa resistência ao desgaste e, ao mesmo tempo, boa ductilidade. É aquele raro momento em que a peça fica forte sem virar uma pedra de quebrar. Outro ponto importante é que o processo reduz tensões internas e distorções geométricas, justamente porque evita as transformações mais bruscas e as contrações severas associadas a outros tratamentos. Por isso, a austêmpera é bem lembrada em materiais que precisam de desempenho mecânico e estabilidade dimensional. Assim, o gabarito A está correto porque descreve exatamente a natureza isotérmica do processo e associa corretamente as microestruturas esperadas: bainita no aço e ausferrita no ferro nodular, com as propriedades típicas do tratamento.