As bombas podem se classificar tanto pela sua aplicação quanto pela forma como a energia é cedida ao fluido, mas, usualmente, existe uma correlação entre esses classificadores, já que a forma de ceder energia ao fluido pode limitar a aplicação de um ou outro tipo de bomba. Desse modo, no projeto do sistema de lubrificação de um motor de combustão, a bomba mais adequada é:
- A)helicocentrífuga;
Inadequada para esse uso, porque bombas helicocentrífugas são associadas a outras aplicações e não são a escolha típica para circuito de lubrificação de motores.
- B)centrífuga radial;
Errada, pois bombas centrífugas radiais não são a solução clássica para manter pressão estável com óleo viscoso em lubrificação de motor.
- C)alternativa de êmbolo;
Bombas alternativas de êmbolo geram alta pressão, mas são mais usadas quando se quer vazão pulsante e pressões elevadas, não para a lubrificação usual de motores.
- D)alternativa de diafragma;
Bombas de diafragma são mais comuns em dosagem e transferência de certos fluidos, mas não são a opção típica para o sistema de lubrificação de motor.
- E)rotativa de engrenagens.
Correta, porque a bomba rotativa de engrenagens é muito usada em lubrificação de motores por ser robusta, compacta e adequada a óleo viscoso.
Gabarito: E
Em sistemas de lubrificação de motores de combustão, a bomba precisa ser compacta, confiável e capaz de fornecer vazão contínua com pressão suficiente para levar o óleo a mancais, eixos e demais pontos de atrito. Por isso, a aplicação típica pede uma bomba que trabalhe bem com óleo, tenha boa durabilidade e seja simples de acionar junto ao motor, sem exigir uma operação muito “delicada” ou pulsante. As bombas rotativas de engrenagens são clássicas nesse cenário. Elas são bombas de deslocamento positivo, então entregam o fluido em volumes praticamente proporcionais ao giro, o que ajuda bastante na manutenção da pressão do sistema de lubrificação. Além disso, lidam muito bem com fluidos viscosos, como o óleo lubrificante, que é exatamente o tipo de fluido que você encontra dentro de um motor. Já bombas centrífugas ou de aplicação mais hidráulica costumam ser escolhidas quando a prioridade é grande vazão com menor viscosidade e não a manutenção fina de pressão em circuito de óleo. No motor, a ideia não é “jogar água” com liberdade, e sim alimentar o circuito de forma estável. A bomba de engrenagens, com seu funcionamento robusto, atende melhor essa necessidade prática. Por isso, o gabarito E está correto: a lubrificação automotiva e de motores de combustão normalmente usa bomba rotativa de engrenagens, justamente pela compatibilidade com óleo viscoso, simplicidade construtiva e boa confiabilidade no fornecimento de pressão.