O método PERT/COM é uma ferramenta que permite o controle de uma obra ou projeto sob o ponto de vista do tempo utilizado na execução de diversas atividades. Considere uma atividade de uma obra que possui seus tempos de execução otimista, pessimista e mais provável iguais a 5, 14 e 8 unidades de tempo (u.t.), respectivamente. Para essa atividade, o tempo mais provável de execução e a sua variância, em unidades de tempo, são iguais a:
- A)8,5 u.t. e 1,50 u.t.
Errada, porque acerta o tempo esperado, mas erra a variância, que não é 1,50 u.t.
- B)8,5 u.t. e 2,25 u.t.
Correta, pois usa Te = (5 + 4x8 + 14)/6 = 8,5 u.t. e V = ((14 - 5)/6)^2 = 2,25 u.t.
- C)8,7 u.t. e 1,50 u.t.
Errada, porque o tempo esperado não é 8,7 u.t., e a variância também não corresponde.
- D)8,7 u.t. e 2,25 u.t.
Errada, porque embora a variância esteja correta, o tempo esperado foi calculado de forma incorreta.
- E)9,0 u.t. e 2,25 u.t.
Errada, porque o tempo esperado não chega a 9,0 u.t., apesar da variância estar correta.
Gabarito: B
O PERT/COM é muito usado para estimar prazos quando existe incerteza nas atividades. A lógica é simples: você não fica preso a um único tempo, mas combina três estimativas - otimista, mais provável e pessimista - para chegar a uma previsão mais realista. Isso ajuda a organizar o cronograma sem fingir que toda obra anda como relógio suíço. No PERT, o tempo esperado da atividade é calculado pela fórmula: Te = (o + 4m + p) / 6, em que o é o tempo otimista, m é o mais provável e p é o pessimista. Substituindo os valores do enunciado: Te = (5 + 4x8 + 14) / 6 = 51 / 6 = 8,5 u.t. A variância também é padrão no método: V = ((p - o) / 6)^2. Aqui, V = ((14 - 5) / 6)^2 = (9/6)^2 = 2,25 u.t. Portanto, a alternativa correta é a B, porque traz exatamente o tempo esperado de 8,5 u.t. e a variância de 2,25 u.t. Em provas, a FGV costuma cobrar mais a aplicação direta da fórmula do que a teoria abstrata. Então, se aparecerem os três tempos clássicos do PERT, já acenda a luz: provavelmente é conta curta, não pegadinha filosófica.