Os ensaios de dureza dos materiais podem ser divididos em três tipos principais: por penetração, por choque ou por risco. Os ensaios listados a seguir são considerados ensaios de penetração, exceto o ensaio de
- A)Charpy
Correta: Charpy é ensaio de impacto, usado para medir tenacidade, e não um ensaio de dureza por penetração.
- B)Brinell.
Errada: Brinell é um ensaio clássico de dureza por penetração.
- C)Meyer.
Errada: Meyer também é um ensaio de dureza por penetração.
- D)Vickers.
Errada: Vickers é um ensaio de dureza por penetração, muito cobrado em provas.
- E)Rockwell.
Errada: Rockwell é ensaio de dureza por penetração, baseado na profundidade de penetração.
Gabarito: A
Os ensaios de dureza servem para medir a resistência do material à deformação plástica localizada, e, na prática, eles costumam ser agrupados em três famílias: por penetração, por choque e por risco. Nos ensaios por penetração, um penetrador é pressionado contra a superfície e a resposta do material é avaliada pela marca deixada ou pela profundidade da penetração. É aí que entram os métodos Brinell, Meyer, Vickers e Rockwell, que são os queridinhos das provas quando o assunto é dureza por penetração. Já o ensaio de Charpy não segue essa lógica de penetração. Ele é um ensaio de impacto, usado para avaliar a tenacidade do material, isto é, sua capacidade de absorver energia antes de fraturar. Em vez de medir a impressão deixada por um penetrador, ele mede a energia absorvida por um corpo de prova entalhado ao receber um golpe de pêndulo. Portanto, ele pertence ao grupo dos ensaios por choque, não aos de penetração. Assim, a alternativa que foge do conjunto de ensaios de penetração é a letra A. A questão é clássica de classificação: se aparecer Charpy, pense imediatamente em impacto/tenacidade, não em dureza por penetração. Em concurso, essa troca de conceitos costuma aparecer como isca perfeita.