O critério de projeto que considera o surgimento de trincas de fadiga e que dispõe a estrutura de forma que essas trincas não levem o material ao colapso antes de serem detectadas e reparadas, é o critério de
- A)Vida Finita.
Errada, porque vida finita admite dano acumulado, mas não descreve a exigência de sobreviver com trinca até a inspeção.
- B)Vida Infinita.
Errada, porque vida infinita pressupõe ausência de falha por fadiga, e não a convivência planejada com trincas.
- C)Tolerância ao Rompimento.
Errada, porque tolerância ao rompimento não é o nome consagrado do critério pedido na engenharia de fadiga.
- D)Falha em Segurança.
Errada, porque falha em segurança não é a filosofia que define projeto para detectar e reparar trincas antes do colapso.
- E)Tolerância ao Dano.
Certa, porque tolerância ao dano é exatamente o critério que aceita a possibilidade de trincas de fadiga e evita colapso antes da detecção e do reparo.
Gabarito: E
Em projeto por fadiga, existem algumas filosofias bem conhecidas. A ideia de vida infinita tenta manter as tensões abaixo do limite de fadiga para que, em teoria, a peça não trinca. Já a vida finita aceita que a peça vai acumular dano e define uma vida útil prevista para troca ou descarte. Mas a questão descreve outra lógica: a estrutura pode trincar, só que foi pensada para que essa trinca não cause colapso imediato antes de ser percebida em inspeções e reparos. Isso é a filosofia de tolerância ao dano. Perceba o detalhe: aqui o projeto não aposta que a trinca nunca vai existir. Pelo contrário, assume que ela pode aparecer por fadiga, e então calcula o componente para continuar seguro por um tempo suficiente até a detecção. É uma visão muito usada em estruturas críticas, porque, na prática, o mundo real adora pregar peças, e nem sempre dá para confiar em perfeição absoluta. Por isso, o gabarito é a letra E. Tolerância ao dano é justamente o critério que considera a existência de defeitos ou trincas e exige que a estrutura permaneça estável até a inspeção e a reparação. Em termos doutrinários de engenharia, essa abordagem combina análise de fratura, controle de propagação de trincas e inspeções programadas, evitando falha catastrófica repentina.