No desenho técnico, o tipo de representação em perspectiva, no qual a vista frontal é representada em tamanho real, todas as arestas situadas no plano do desenho são representadas horizontal ou verticalmente, sem redução, e as arestas pertencentes à perspectiva, propriamente dita, normalmente são desenhadas a partir de um ângulo de inclinação de 45º e reduzidas pela metade, é conhecido como:
- A)Perspectiva cônica.
Errada, porque a perspectiva cônica usa ponto(s) de fuga e não mantém a face frontal em verdadeira grandeza como descrito.
- B)Perspectiva isométrica.
Errada, porque na perspectiva isométrica as três direções principais sofrem o mesmo tipo de redução, sem a característica de linhas a 45º com metade do tamanho.
- C)Perspectiva cilíndrica.
Errada, porque a perspectiva cilíndrica não é a denominação usual para esse tipo de representação em desenho técnico.
- D)Perspectiva cavaleira.
Certa, pois a perspectiva cavaleira mantém a vista frontal em tamanho real e projeta a profundidade em ângulo, normalmente a 45º, com redução pela metade.
- E)Perspectiva dimétrica.
Errada, porque a perspectiva dimétrica tem dois eixos com reduções iguais e não corresponde à descrição de face frontal em verdadeira grandeza com recuo oblíquo a 45º.
Gabarito: D
Na perspectiva usada em desenho técnico, a ideia é mostrar o objeto em volume sem perder a leitura das medidas principais. Quando a face frontal aparece em tamanho real e as linhas de profundidade seguem inclinadas, normalmente a 45º, com redução pela metade, você está diante da perspectiva cavaleira. Ela é muito usada porque fica simples de construir e ainda preserva bem a face frontal, que costuma ser a mais importante para a visualização. Repare no detalhe que mata a questão: na cavaleira, o plano frontal não sofre redução, então as arestas desse plano ficam horizontais ou verticais, como em um desenho ortogonal comum. Já a direção que “entra” no espaço é representada de forma oblíqua, por isso a sensação de profundidade aparece sem complicar demais o desenho. Isso diferencia a cavaleira da isométrica, da cônica e das demais perspectivas. Aqui não existe ponto de fuga como na cônica, nem a redução igual dos três eixos como na isométrica. O enunciado praticamente descreve a receita clássica da cavaleira: face frontal em verdadeira grandeza, linhas oblíquas a 45º e encurtamento pela metade. Então o gabarito é a letra D, porque ela nomeia exatamente esse tipo de representação. Em desenho técnico, essa nomenclatura é bem consolidada na doutrina da área e em normas de representação gráfica, como as práticas alinhadas às normas ABNT de desenho técnico, que organizam os modos de representar objetos em projeção e perspectiva.