Segundo a NBR 5462, que trata de confiabilidade e mantenabilidade, uma falha que provavelmente resultará em condições perigosas e inseguras para pessoas, danos materiais significativos ou outras consequências inaceitáveis, é conhecida como:
- A)Falha crítica.
Correta, porque falha crítica é a que provavelmente gera condições perigosas, danos significativos ou consequências inaceitáveis.
- B)Falha secundária.
Errada, porque falha secundária não é a classificação usada para indicar risco grave ou consequência inaceitável.
- C)Falha catastrófica.
Errada, porque falha catastrófica costuma remeter à perda total da função ou destruição severa, não sendo o termo cobrado pela NBR 5462 para essa definição.
- D)Falha por manuseio.
Errada, porque falha por manuseio se relaciona à forma de uso/operacao inadequada, e não ao grau de severidade da consequência.
- E)Falha por uso incorreto.
Errada, porque falha por uso incorreto indica causa de falha, não a classificação pela gravidade do efeito.
Gabarito: A
A NBR 5462, que trata de confiabilidade e mantenabilidade, organiza as falhas conforme o efeito que elas causam no sistema. A lógica é bem prática: nem toda falha tem o mesmo peso, então a norma distingue desde problemas menores até ocorrências graves. Isso ajuda a classificar a criticidade e a orientar ações de manutenção e segurança. Quando a falha pode levar a condições perigosas e inseguras para pessoas, danos materiais relevantes ou consequências inaceitáveis, estamos diante de uma falha que compromete fortemente a operação e a segurança. Em outras palavras, não é um simples incômodo operacional, mas algo com potencial de gerar impacto sério. Por isso o gabarito é a letra A. Pela classificação usada na NBR 5462, a falha crítica é justamente aquela que provavelmente resulta em situação perigosa ou insegura, ou em prejuízos significativos. A banca costuma cobrar essa definição quase como um recorte literal da norma, então vale decorar o núcleo do conceito: perigo, grande dano e consequência inaceitável. As demais alternativas fogem dessa ideia central. Algumas tratam de origem da falha, outras de classificações mais genéricas ou de eventos menos graves. Aqui, o ponto decisivo é o efeito da falha sobre segurança e consequências, e não apenas como ela aconteceu.