A proteção catódica é uma técnica utilizada para controle da corrosão em tubulações enterradas ou submersas em solos muito agressivos, ou onde a ocorrência de correntes elétricas de grande intensidade seja possível. A norma ANSI/ASME B.31.1 considera obrigatória a proteção catódica em todas as tubulações enterradas de materiais sujeitos à corrosão, exceto em situações em que se ateste a falta de necessidade dessa proteção nos tubos. Sobre a proteção catódica de tubulações industriais, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Esse método protege a tubulação ao transformar sua superfície em um ânodo de uma célula eletroquímica, intensificando a corrosão do material.
Errada, porque a proteção catódica faz a tubulação atuar como cátodo, não como ânodo; ao virar ânodo, ela corroeria mais.
- B)A proteção catódica pode ser feita por meio de ânodos de sacrifício ou pela aplicação de corrente impressa, impedindo ou reduzindo a corrosão da tubulação.
Certa, pois a proteção catódica pode ser aplicada por ânodos de sacrifício ou por corrente impressa.
- C)Para ser eficiente, a proteção catódica deve ser projetada considerando fatores como tipo de solo, umidade, temperatura e resistividade elétrica do meio onde a tubulação está instalada.
Certa, porque o projeto deve considerar as condições do meio, como solo, umidade, temperatura e resistividade.
- D)A proteção catódica não dispensa inspeções periódicas, pois sua eficiência pode ser comprometida ao longo do tempo devido a fatores como variação do meio corrosivo, deterioração dos ânodos, ou falhas no sistema de corrente impressa.
Certa, pois o sistema precisa de monitoramento e inspeções periódicas para manter sua eficiência.
Gabarito: A
A proteção catódica é uma técnica clássica de combate à corrosão em tubulações enterradas ou submersas. A lógica é simples: em vez de deixar o metal da tubulação virar o lado que perde material na reação eletroquímica, você força a estrutura a funcionar como cátodo, reduzindo ou impedindo a oxidação. É como tirar a tubulação do papel de "vítima" da reação e colocar outro elemento para sofrer por ela. Isso pode ser feito de duas formas principais: com ânodos de sacrifício, que se corroem no lugar da tubulação, ou com corrente impressa, em que uma fonte externa injeta corrente no sistema. Em ambos os casos, o objetivo é diminuir a corrosão do tubo, e não acelerá-la. Por isso, a ideia de transformar a superfície da tubulação em ânodo está exatamente ao contrário do princípio da proteção catódica. A alternativa A está errada porque descreve o oposto do que acontece: se a tubulação vira ânodo, ela passa a sofrer corrosão intensificada. Já as alternativas B, C e D estão alinhadas com a prática de engenharia, incluindo o dimensionamento conforme o meio agressivo e a necessidade de inspeções periódicas. Em termos normativos, a referência usual na área é a ANSI/ASME B31.1, que trata da exigência de proteção em tubulações enterradas sujeitas à corrosão, salvo justificativa técnica para dispensa.