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Engenharia Mecânica · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Engenharia Mecânica

Uma tubulação industrial foi inspecionada utilizando medição de espessura por ultrassom. O equipamento indicou uma espessura atual de 7,4 mm, enquanto o projeto original especificava uma espessura de 8,0 mm. Considerando que a inspeção foi realizada cinco anos após a instalação da tubulação, qual o tempo estimado para que a tubulação atinja a espessura mínima admissível de 5,0 mm, exigindo substituição?

Gabarito: D

Aqui a ideia é bem simples: você olha quanto a espessura diminuiu ao longo do tempo e transforma isso em uma taxa de desgaste. A tubulação saiu de 8,0 mm para 7,4 mm em 5 anos, então perdeu 0,6 mm nesse período. Dividindo 0,6 por 5, você encontra uma taxa de 0,12 mm por ano. Um desgaste pequeno, mas constante, como aquele vazamento que começa “inocente” e depois vira dor de cabeça. Agora vem a parte principal: a espessura mínima admissível é 5,0 mm, e a peça está com 7,4 mm. Falta perder 2,4 mm para chegar ao limite de substituição. Se a perda é de 0,12 mm por ano, então o tempo restante é 2,4 ÷ 0,12 = 20 anos. Por isso, o gabarito é a letra D. A questão trabalha uma regra básica de avaliação de vida remanescente: calcula-se a taxa de corrosão/desgaste e projeta-se o tempo até atingir a espessura mínima de segurança. Em inspeção industrial, isso é uma aplicação direta de integridade mecânica e manutenção preditiva, muito usada em tubulações, vasos e equipamentos pressionados. Resumo de prova: perda medida no período, taxa anual, saldo até o limite e projeção final. Se você não se perder no meio do caminho, a conta é uma das mais amigáveis da engenharia mecânica.

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