Largamente empregado na fabricação e manutenção de equipamentos e componentes, os ensaios não-destrutivos auxiliam na detecção de falhas e descontinuidades sem destruí-los ou danificá-los. A respeito dos métodos de ensaios não destrutivos, é correto afirmar que:
- A)Materiais ferromagnéticos não podem ser inspecionados por líquido penetrante, pois esse método é restrito a materiais não ferromagnéticos e com superfícies polidas.
Errada, porque o líquido penetrante pode ser usado também em materiais ferromagnéticos, desde que sejam essencialmente não porosos e tenham descontinuidades abertas à superfície.
- B)O método de ultrassom é capaz de detectar descontinuidades apenas em materiais não porosos e com dimensões inferiores a meio comprimento de onda utilizado na inspeção.
Errada, porque o ultrassom detecta descontinuidades internas em diversos materiais, não apenas em materiais não porosos nem limitado de forma tão absoluta por essa condição de dimensão.
- C)A inspeção por líquido penetrante permite detectar descontinuidades superficiais abertas em materiais sólidos, desde que eles sejam essencialmente não porosos, independentemente de serem ferromagnéticos ou não.
Certa, porque o líquido penetrante identifica descontinuidades superficiais abertas em materiais sólidos não porosos, independentemente de serem ferromagnéticos ou não.
- D)Sensível para localizar rachaduras profundas, a inspeção por partículas magnéticas é eficiente para detectar descontinuidades superficiais em materiais ferromagnéticos e não ferromagnéticos, desde que a peça esteja magnetizada.
Errada, porque partículas magnéticas são usadas em materiais ferromagnéticos e não em materiais não ferromagnéticos, além de não dependerem de uma peça simplesmente “magnetizada” para qualquer caso.
Gabarito: C
Os ensaios não destrutivos, ou END, são como uma “investigação sem quebrar a peça”: você procura trincas, poros, inclusões e outras descontinuidades sem colocar o equipamento fora de serviço. Entre os métodos mais cobrados estão o líquido penetrante, as partículas magnéticas e o ultrassom, cada um com seu campo de atuação bem definido. No líquido penetrante, o segredo é simples: o fluido entra por capilaridade em descontinuidades abertas na superfície. Depois, com o revelador, o defeito “aparece” visualmente. Por isso, esse método serve para materiais sólidos e essencialmente não porosos, seja o material ferromagnético ou não. O ponto decisivo aqui não é o magnetismo, e sim a abertura da descontinuidade para a superfície. É exatamente por isso que a alternativa C está correta. Ela descreve bem o princípio do ensaio por líquido penetrante: detectar descontinuidades superficiais abertas em materiais não porosos, sem depender de o material ser ferromagnético ou não. Em termos de prova, se a questão falar em falha aberta na superfície e material não poroso, o sinal de alerta já acende para líquido penetrante. Já para não confundir: partículas magnéticas dependem de campo magnético e funcionam em materiais ferromagnéticos; ultrassom é usado para defeitos internos e exige boa acoplabilidade, mas não fica preso a essa ideia de “meio comprimento de onda” como regra geral de capacidade de detecção em uma frase solta de prova. Em resumo, cada END tem seu alvo, e a banca adora trocar esses alvos de lugar.