Para projetos de peças que devem se acoplar terem um certo movimento relativo ou mesmo uma fixação permanente é necessário o estudo de tolerâncias e ajustes. O ajuste mecânico é o modo de se conjugar duas peças introduzidas uma na outra. Através do ajuste pode-se assegurar que as peças acopladas terão movimento relativo entre si, ou estarão firmemente unidas. É a relação resultante da diferença, antes da montagem, entre as dimensões dos dois elementos a serem montados. No projeto são recomendados alguns preceitos teóricos práticos. NÃO representa um desses cuidados técnicos para a escolha de um ajuste:
- A)Utilizar sempre que possível os ajustes recomendados, devido à certeza de funcionamento adequado.
Esta correta, pois prioriza ajustes recomendados e padronizados, o que aumenta a chance de funcionamento adequado e reduz improvisos no projeto.
- B)Optar por tolerâncias mais apertadas para o furo e mais amplas para o eixo, devido à maior facilidade de usinagem e medição.
Esta errada porque nao faz sentido adotar, como regra, furo mais apertado e eixo mais folgado; a escolha de tolerancias deve ser tecnica e equilibrada, nao baseada nessa inversao.
- C)Verificar a possibilidade de execução das peças, de acordo com as limitações dos processos de usinagem recomendados ou disponíveis.
Esta correta, pois a viabilidade de execucao depende das limitacoes reais dos processos de usinagem e medicao disponiveis.
- D)Evitar qualidade de trabalho muito rigorosas, utilizando na fabricação das peças as tolerâncias mais amplas possíveis, de acordo com as condições de trabalho do conjunto.
Esta correta, pois tolerancias devem ser as mais amplas possiveis dentro da necessidade funcional, para evitar custo excessivo sem perder desempenho.
Gabarito: B
Quando se fala em ajustes mecânicos, voce esta lidando com a forma como duas pecas vao se encaixar: podem ter folga, interferencia ou transicao. O objetivo nao e apenas “cabem ou nao cabem”, mas garantir funcao, montagem, vida util e ate custo de fabricacao. Por isso, na escolha do ajuste, entram criterios praticos como funcao do conjunto, capacidade do processo e facilidade de medicao. Um ponto importante e que, em projeto, nem sempre vale a pena apertar demais as tolerancias. Quanto mais rigorosa a tolerancia, mais cara e dificil tende a ser a producao. A ideia costuma ser usar a qualidade de tolerancia suficiente para atender ao trabalho do conjunto, sem exagero. Tambem e essencial verificar se a usinagem disponivel consegue realmente produzir aquela faixa dimensional. A alternativa B esta errada porque inverte uma logica importante do projeto: em geral, nao se deve escolher tolerancia mais apertada para o furo e mais ampla para o eixo apenas por conveniencia. O correto e distribuir as tolerancias de forma tecnica e coerente com a funcao e com a fabricacao, buscando equilibrio entre custo, montagem e desempenho. A banca cobra bastante essa visao pratica: ajuste nao e chute, nem capricho de desenho. E a tradicao da metrologia dimensional e dos sistemas de tolerancias ensina justamente isso: escolher a combinacao adequada para assegurar funcionamento, fabricabilidade e controle dimensional.