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Engenharia Mecânica · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Engenharia Mecânica

Em determinado sistema auxiliar de uma usina hidrelétrica que possui parte de suas instalações submersas, há necessidade de uma inspeção na tubulação subaquática de aço carbono desse sistema. Nessa situação hipotética, o tipo de ensaio especial que pode ser utilizado para avaliar a espessura da parede da tubulação, medindo-se o tempo de propagação de um pulso de ultrassom que é refletido na interface entre o tubo e o fluido interno, é o ensaio de ultrassom por

Gabarito: B

Quando se quer medir a espessura de uma tubulação por ultrassom, o raciocínio é simples: emite-se um pulso sonoro de alta frequência, ele atravessa o material, reflete em uma interface e volta ao transdutor. A partir do tempo de ida e volta, o equipamento calcula a espessura da parede. Esse é o ensaio por eco por reflexão, muito usado porque é prático, não destrutivo e funciona bem mesmo em peças em serviço. No caso descrito, a pista mais importante é justamente a reflexão do pulso na interface entre o tubo e o fluido interno. Isso caracteriza o método de pulso-eco, em que o mesmo sensor emite e recebe o sinal refletido. É o clássico da inspeção de espessura em tubos, chapas e vasos de pressão. As outras alternativas tentam confundir com conceitos de transferência de calor ou com técnicas diferentes de ultrassom. Mas aqui não há condução nem convecção, porque isso não é tema de ensaio por ultrassom, e transmissão é outro arranjo de inspeção, em que um transdutor emite e outro recebe do lado oposto da peça. Já imersão é um modo de acoplamento, não o princípio básico pedido no enunciado. Então, o gabarito B está correto porque o ensaio mede a espessura pelo tempo de retorno do eco ultrassônico refletido na superfície interna do tubo. É a velha história: o pulso vai, bate, volta, e o aparelho faz a conta.

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