Na soldagem dos aços inoxidáveis austeníticos, em que faixa de temperaturas, em °C, pode ocorrer sensitização?
- A)150 a 299
Errada, porque 150 a 299 °C é uma faixa baixa demais para a precipitação de carbonetos de cromo típica da sensitização.
- B)300 a 449
Errada, porque 300 a 449 °C ainda não é a faixa clássica em que a sensitização é cobrada para aços inoxidáveis austeníticos.
- C)450 a 599
Errada, porque 450 a 599 °C fica abaixo da faixa mais associada ao fenômeno nas questões de soldagem.
- D)600 a 849
Certa, porque 600 a 849 °C é a faixa em que pode ocorrer sensitização nos aços inoxidáveis austeníticos.
- E)850 a 1.000
Errada, porque acima de 850 °C o material já sai da janela crítica normalmente associada à sensitização.
Gabarito: D
Na soldagem dos aços inoxidáveis austeníticos, a palavra-chave é "sensitização". Ela acontece quando o material fica tempo suficiente numa faixa de temperatura em que os carbonetos de cromo podem precipitar nos contornos de grão. Resultado prático: o cromo livre cai naquela região e a resistência à corrosão fica comprometida, como se o inox perdesse parte da sua blindagem justamente onde mais precisaria dela. Essa faixa crítica é, em geral, associada a temperaturas intermediárias elevadas, aproximadamente de 600 °C a 850 °C, com destaque para o intervalo em torno de 600 °C a 849 °C em questões de concurso. É por isso que, na soldagem, se fala tanto em controlar o aporte térmico e o ciclo térmico: não é só fundir e pronto, é evitar deixar o material "cozinhando" na zona problemática. O gabarito D está correto porque ele indica exatamente essa faixa de temperatura em que pode ocorrer a sensitização dos aços inoxidáveis austeníticos. Fora desse intervalo, o risco é menor ou o fenômeno não é característico da mesma forma. Em resumo: a ideia cobrada é simples, mas muito importante em engenharia de soldagem. Se a peça passa por essa janela térmica por tempo suficiente, ocorre precipitação de carbonetos de cromo e aumenta a suscetibilidade à corrosão intergranular.