Visando proteger o corpo estradal da ação indesejada das águas das chuvas, diversos são os dispositivos de drenagem implantados ao longo das rodovias. São construídos elementos de drenagem: de transposição de talvegues, superficial, do pavimento, profunda e de travessia urbana. O dispositivo de drenagem profunda constituído por tubos providos de ranhuras ou orifícios na sua parte superior, introduzidos em perfurações executadas na parede do talude (com inclinação próxima à horizontal), com o objetivo de drenar a água do lençol para aliviar a pressão nos poros e mudar a direção do fluxo, buscando aumentar a estabilidade do talude a deslizamentos rotacionais, é o:
- A)dreno vertical;
Errada: dreno vertical é usado para rebaixamento de lençol em outras situações, não para perfurações quase horizontais no talude.
- B)valetão lateral;
Errada: valetão lateral é dispositivo de drenagem superficial, voltado à condução da água de chuva na superfície.
- C)dreno profundo;
Errada: dreno profundo é a classe geral, mas o enunciado pede o tipo específico de dreno instalado horizontalmente no talude.
- D)colchão drenante;
Errada: colchão drenante é uma camada drenante distribuída, típica de pavimento ou base, e não um conjunto de tubos perfurados no talude.
- E)dreno sub-horizontal.
Certa: o dreno sub-horizontal é justamente o tubo perfurado inserido em furos quase horizontais para aliviar a pressão da água no interior do talude.
Gabarito: E
Em drenagem rodoviária, a ideia central é simples: tirar a água de onde ela não deveria ficar. Quando o lençol freático encosta no talude, a pressão nos poros aumenta, o solo perde resistência e o risco de escorregamento sobe. Aí entram os drenos profundos, que trabalham “escondidos” para aliviar essa água e devolver estabilidade ao maciço. O enunciado descreve tubos perfurados ou ranhurados, com furos na parte superior, instalados em perfurações na parede do talude e com inclinação próxima à horizontal. Isso é exatamente um dreno sub-horizontal: ele capta a água interna do talude e a conduz para fora, reduzindo a pressão neutra e mudando o caminho do fluxo subterrâneo. Esse tipo de solução é muito usado em taludes sujeitos a deslizamentos rotacionais, porque atua direto na causa do problema, que é a saturação interna. Em termos de engenharia geotécnica, a lógica é baixar a linha piezométrica e aumentar a estabilidade global do talude. Então o gabarito é a letra E. As demais alternativas até falam de drenagem, mas descrevem outros dispositivos, com função e geometria diferentes. Aqui, o detalhe decisivo é a combinação de perfuração no talude + tubos perfurados + direção quase horizontal, que entrega o dreno sub-horizontal sem cerimônia.