Em uma estação elevatória, a potência do conjunto motor-bomba é inversamente proporcional
- A)à densidade da água.
Errada, porque a potência cresce com a densidade da água, e não o contrário.
- B)à altura manométrica da instalação.
Errada, porque a potência aumenta com a altura manométrica da instalação.
- C)à vazão bombeada.
Errada, porque a potência aumenta com a vazão bombeada.
- D)ao rendimento global da elevatória.
Certa, porque a potência do conjunto motor-bomba é inversamente proporcional ao rendimento global da elevatória.
- E)à área da seção transversal da tubulação de recalque.
Errada, porque a área da seção da tubulação influencia a velocidade e as perdas, mas não aparece como proporcionalidade inversa direta na potência.
Gabarito: D
Em estações elevatórias, a potência requerida no conjunto motor-bomba depende da energia que você precisa entregar à água e de quao bem o sistema transforma essa energia em trabalho útil. A relação básica é P = (ρ g Q H) / η, em que ρ é a densidade, g a gravidade, Q a vazão, H a altura manométrica e η o rendimento global. Ou seja: quanto maiores vazão e altura, maior a potência exigida. Agora vem o ponto-chave da questão: a potência é inversamente proporcional ao rendimento global. Se o sistema perde menos energia, o motor precisa fazer menos esforço para entregar a mesma vazão na mesma altura manométrica. É por isso que um conjunto mais eficiente consome menos potência para a mesma tarefa. A fórmula praticamente “entrega o jogo” aqui, porque o rendimento está no denominador. As demais grandezas aparecem de forma direta na expressão, então não servem para a ideia de proporcionalidade inversa pedida no enunciado. Em prova, vale guardar essa imagem mental: bomba boa, desperdício menor, potência menor. Bomba ruim, conta de luz mais alta - sem magia, só hidráulica mesmo. Não há um fundamento legal específico aqui; o ponto é técnico e vem da mecânica dos fluidos e do dimensionamento de sistemas de recalque.