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Engenharia Hidráulica · CESPE/CEBRASPE · 2023

Questão comentada de Engenharia Hidráulica

O tratamento de esgotos pode ser dividido em níveis de acordo com o grau de remoção de poluentes que se deseja atingir. A remoção da areia presente no esgoto tem como principais finalidades: evitar abrasão nos equipamentos e tubulações, eliminar ou reduzir a possibilidade de obstrução em tubulações, tanques, orifícios e sifões, e facilitar o transporte do líquido, principalmente a transferência de lodo, em suas diversas fases. Em uma estação de tratamento de esgotos (ETE), geralmente, essa remoção é feita por meio de

Gabarito: E

No tratamento de esgotos, a primeira ideia é sempre separar o que pode atrapalhar o funcionamento da ETE antes que isso vire dor de cabeça para bombas, tubulações e unidades seguintes. Quando o objetivo é retirar areia, cascalho e partículas minerais pesadas, a etapa usada é a desarenação. Ela serve justamente para remover esse material abrasivo e sedimentável, protegendo os equipamentos e evitando entupimentos. Pense assim: gradeamento segura os sólidos maiores, como trapos e galhos; já a areia é pequena, pesada e precisa de uma unidade própria para ser retirada. Se ela continuar no sistema, você ganha desgaste mecânico, deposição em canaletas e muito retrabalho operacional. Ninguém quer uma ETE com “efeito lixa” nos equipamentos. A desarenação é uma etapa preliminar do tratamento, normalmente associada ao tratamento preliminar, antes das fases de remoção biológica ou de sedimentação mais fina. A lógica é simples: primeiro tira-se o que é mais bruto e inerte, para depois o processo seguir com mais estabilidade e menos manutenção. Por isso o gabarito é a letra E. É a unidade específica destinada à remoção de areia e outros materiais pesados do esgoto, exatamente com as finalidades descritas no enunciado. Em termos doutrinários de saneamento, essa é a função clássica da caixa de areia ou desarenador.

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