A silvicultura urbana é algo muito complexo, principalmente quando o assunto é a arborização de ruas, situação em que estruturas diversas podem entrar em conflito com as árvores, gerando prejuízos superiores ao que se esperava com a presença da vegetação. Devido aos conflitos entre árvores e, principalmente, estruturas de distribuição de energia elétrica, a poda é prática comum na arborização de ruas. Para a realização da poda, o profissional deve:
- A)planejar a retirada do máximo de galhos da copa, uma vez que os galhos novos serão mais vigorosos e resistentes;
Errada, porque retirar o máximo de galhos de uma vez aumenta o estresse da árvore e pode comprometer sua estabilidade e capacidade de recuperação.
- B)planejar a realização de podas mais frequentes, com a retirada de galhos mais finos, o que acelerará o processo de cicatrização;
Certa, pois podas mais frequentes e com retirada de ramos mais finos geram feridas menores e favorecem uma cicatrização mais rápida.
- C)planejar que o corte do galho seja feito a cerca de 15 cm de distância de sua inserção com o tronco principal, o que facilitará a operação e evitará danos ao tronco principal;
Errada, porque deixar cerca de 15 cm de toco é má prática, favorece apodrecimento e não protege o tronco principal.
- D)planejar a realização do corte em cada galho, de forma que a superfície cortada seja a máxima possível, expondo mais tecido do câmbio, o que acelerará o processo de cicatrização;
Errada, porque aumentar ao máximo a superfície cortada cria feridas maiores e piora a cicatrização, em vez de acelerá-la.
- E)planejar os equipamentos a serem utilizados, com o uso de ferramentas que possuam lâminas de corte, como a tesoura de poda para galhos mais finos e o facão para galhos mais grossos.
Errada, porque a escolha da ferramenta deve ser adequada ao diâmetro do ramo, e o facão não é a ferramenta indicada para poda técnica de galhos grossos.
Gabarito: B
Na arborização urbana, a poda não é para a árvore “ficar bonitinha” do jeito que a gente imagina no impulso. Ela serve para reduzir conflitos com fiação, fachadas, calçadas e sinalização, mas precisa ser feita com critério para não transformar a copa numa vítima de tesoura. Em silvicultura urbana, a regra prática é: quanto menor o diâmetro do ramo removido, menor a ferida e melhor a cicatrização. Por isso, a ideia de realizar podas mais frequentes, retirando galhos mais finos, é a mais adequada. Você evita cortes grandes, reduz o estresse da planta e favorece uma recuperação mais rápida dos tecidos. Em termos de manejo, isso é muito mais inteligente do que esperar o problema crescer e depois “resolver” com cortes drásticos. O detalhe importante é que a poda correta não busca retirar o máximo de copa nem deixar tocos longos. O corte deve respeitar a arquitetura da árvore e ser feito de modo técnico, próximo ao colo do ramo, sem rasgar casca e sem abrir feridas desnecessariamente. Na prática, menos trauma significa menos porta de entrada para fungos, pragas e apodrecimento. Assim, o gabarito B está correto porque privilegia intervenção preventiva e cortes menores, o que é coerente com a boa técnica de arborização urbana. Embora a questão não cite norma específica, isso está alinhado com princípios de manejo arbóreo amplamente adotados na doutrina de silvicultura urbana e poda de manutenção.