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Engenharia Florestal · FGV · 2025

Questão comentada de Engenharia Florestal

A silvicultura urbana é algo muito complexo, principalmente quando o assunto é a arborização de ruas, situação em que estruturas diversas podem entrar em conflito com as árvores, gerando prejuízos superiores ao que se esperava com a presença da vegetação. Devido aos conflitos entre árvores e, principalmente, estruturas de distribuição de energia elétrica, a poda é prática comum na arborização de ruas. Para a realização da poda, o profissional deve:

Gabarito: B

Na arborização urbana, a poda não é para a árvore “ficar bonitinha” do jeito que a gente imagina no impulso. Ela serve para reduzir conflitos com fiação, fachadas, calçadas e sinalização, mas precisa ser feita com critério para não transformar a copa numa vítima de tesoura. Em silvicultura urbana, a regra prática é: quanto menor o diâmetro do ramo removido, menor a ferida e melhor a cicatrização. Por isso, a ideia de realizar podas mais frequentes, retirando galhos mais finos, é a mais adequada. Você evita cortes grandes, reduz o estresse da planta e favorece uma recuperação mais rápida dos tecidos. Em termos de manejo, isso é muito mais inteligente do que esperar o problema crescer e depois “resolver” com cortes drásticos. O detalhe importante é que a poda correta não busca retirar o máximo de copa nem deixar tocos longos. O corte deve respeitar a arquitetura da árvore e ser feito de modo técnico, próximo ao colo do ramo, sem rasgar casca e sem abrir feridas desnecessariamente. Na prática, menos trauma significa menos porta de entrada para fungos, pragas e apodrecimento. Assim, o gabarito B está correto porque privilegia intervenção preventiva e cortes menores, o que é coerente com a boa técnica de arborização urbana. Embora a questão não cite norma específica, isso está alinhado com princípios de manejo arbóreo amplamente adotados na doutrina de silvicultura urbana e poda de manutenção.

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