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Engenharia Florestal · FGV · 2025

Questão comentada de Engenharia Florestal

Para a produção de mudas, o viveirista precisa entender tanto de questões de produção e tecnologia de sementes quanto sobre os aspectos inerentes à própria produção das mudas. Durante o beneficiamento e possível necessidade de armazenamento de sementes florestais, é essencial manter a viabilidade da semente para proceder à produção das mudas. Nesse contexto, uma semente recalcitrante:

Gabarito: C

Sementes florestais podem ser classificadas, em linhas gerais, em ortodoxas, intermediárias e recalcitrantes. As recalcitrantes são o “oposto chatinho” das ortodoxas: elas não suportam desidratação intensa e também não aguentam bem o frio extremo do armazenamento. Por isso, em geral, perdem viabilidade com facilidade quando secas demais ou mantidas por muito tempo fora das condições ideais. Na prática, isso significa que uma semente recalcitrante não tolera ser seca a teores muito baixos de umidade, como abaixo de 5%, e também não tolera armazenamento em temperaturas muito baixas, como abaixo de -20 °C. O manejo precisa ser rápido, com armazenamento de curta duração e condições cuidadosamente controladas. É por isso que, para muitas espécies florestais, o beneficiamento e a semeadura precisam ser planejados logo após a coleta. O gabarito é a letra C porque ela reúne exatamente as duas características centrais das sementes recalcitrantes: intolerância à dessecação intensa e intolerância ao frio de armazenamento. As demais alternativas misturam atributos de sementes ortodoxas, que são justamente as que suportam secagem e congelamento por longos períodos. Esse é um conceito clássico da tecnologia de sementes e costuma aparecer em prova de forma bem direta: se a banca fala em baixa umidade extrema e baixíssima temperatura com armazenamento prolongado, você deve desconfiar imediatamente, porque isso é mais perfil de semente ortodoxa, não de recalcitrante.

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