Em diversas circunstâncias, há a necessidade de o engenheiro florestal identificar peças de madeira já processadas a fim de constatar se aquele material é de origem legal ou se pode existir alguma irregularidade (por exemplo, a comercialização de madeiras de espécies protegidas). Dentre as características utilizadas na identificação da madeira, temos o arranjo dos vasos, que deve ser visualizado por meio de uma amostra, analisando o plano da madeira em seção:
- A)transversal;
Correta, porque o arranjo dos vasos é observado com mais clareza na seção transversal da madeira.
- B)paralela;
Errada, porque um plano paralelo não é a referência anatômica clássica para visualizar o arranjo dos vasos.
- C)diagonal;
Errada, pois a seção diagonal não é o corte padrão usado para identificação anatômica da madeira.
- D)longitudinal radial;
Errada, porque a seção longitudinal radial é útil para outros detalhes, mas não é a melhor para ver o arranjo dos vasos.
- E)longitudinal tangencial.
Errada, pois a seção longitudinal tangencial também não é a indicada para observar diretamente o arranjo dos vasos.
Gabarito: A
Quando você precisa identificar uma madeira já processada, um dos jeitos clássicos é observar o arranjo dos vasos, porque isso ajuda a separar espécies e até detectar material suspeito. Só que esse padrão não aparece de qualquer jeito: ele precisa ser visto na seção certa da madeira, aquela que mostra o corte em sentido perpendicular ao eixo do tronco. É aí que os vasos ficam mais bem distribuídos para análise, permitindo enxergar seu arranjo com clareza. Na prática, a seção transversal é a “foto de cima” do lenho, mostrando os elementos cortados em cruz. Isso facilita muito a leitura de características anatômicas como vasos, porosidade, anéis de crescimento e distribuição dos tecidos. Em identificação tecnológica da madeira, esse tipo de observação é básico e muito usado em laboratórios e fiscalização. Por isso, o gabarito é a alternativa A. As demais seções cortam a madeira no sentido longitudinal, o que é útil para outras análises, mas não é o plano ideal para visualizar o arranjo dos vasos como a questão pede. Em termos de anatomia da madeira, o plano transversal é o mais indicado para essa leitura direta.