Após o processo exploratório dentro das plantações florestais, a madeira é empilhada. Depois da exploração, é importante calcular o volume da matéria-prima empilhada, de tal maneira que possibilite o controle da quantidade de madeira que está saindo de cada povoamento. Além disso, essa quantificação permite comparar as estimativas fornecidas pelo inventário florestal, em que as árvores da plantação ainda estão em pé, com o volume empilhado depois da colheita. Para quantificar o volume das árvores em pé, são realizadas estimativas em que se utilizam os seguintes métodos, EXCETO:
- A)Equações de volume.
Correta, porque equações de volume são um método consagrado para estimar o volume de árvores em pé a partir de variáveis dendrométricas.
- B)Sistema automatizado.
Errada, porque sistema automatizado não é classificado como método tradicional de estimativa volumétrica de árvores em pé nessa abordagem.
- C)Funções de fator de forma.
Correta, porque funções de fator de forma são usadas para ajustar a estimativa do volume ao formato real do fuste.
- D)Fator de forma médio do povoamento.
Correta, porque o fator de forma médio do povoamento é um recurso válido para estimar o volume de árvores em pé de forma agregada.
Gabarito: B
Quando se quer estimar o volume das árvores ainda em pé, o objetivo é transformar medidas de campo em uma estimativa confiável de madeira disponível no povoamento. Em geral, isso é feito por métodos clássicos da dendrometria, como equações de volume, funções de fator de forma e uso de fator de forma médio do povoamento. Esses caminhos são comuns porque ajudam a ligar o diâmetro, a altura e o formato do fuste ao volume real da árvore. As equações de volume são muito usadas porque permitem estimar o volume a partir de variáveis simples, geralmente diâmetro e altura. Já as funções de fator de forma ajustam o volume para compensar o fato de a árvore não ser um cilindro perfeito, o que a natureza faz questão de lembrar com entusiasmo. O fator de forma médio do povoamento segue a mesma lógica, mas trabalha com um valor médio representativo do conjunto de árvores. A alternativa incorreta é a letra B, porque "sistema automatizado" não é um método clássico de estimativa volumétrica de árvores em pé na classificação usual cobrada em concursos. A questão pede os métodos usados para quantificar o volume em pé, e os nomes tecnicamente esperados são os ligados à dendrometria e cubagem, não uma expressão genérica de tecnologia ou automação. Em resumo, o raciocínio da banca é cobrar se você reconhece os métodos tradicionais de estimação de volume florestal. Se apareceu algo mais vago, moderno ou pouco padronizado, desconfie: em concurso, a madeira pode até ser empilhada, mas a resposta precisa ficar bem alinhada ao conceito técnico.