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Engenharia Florestal · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Engenharia Florestal

A aplicação mais comum da dendrometria no Brasil tem sido a medição de árvores em pé, com o objetivo de determinar o volume de madeira e, portanto, o seu valor comercial. Assim sendo, aparelhos diversos têm sido desenvolvidos e testados, em busca da precisão máxima das medições, restritas basicamente ao diâmetro à altura do peito (DAP) e altura comercial dos indivíduos. Em uma pilha de toras foram tomadas as seguintes medidas: 1,40 m x 1,10 m 0,8 m, sendo que o volume real das toras foi de 0,68 m³. O fator de cubicação ou empilhamento será:

Gabarito: D

Na dendrometria, o fator de cubicação ou de empilhamento serve para corrigir o volume aparente de uma pilha de toras e chegar ao volume real de madeira. Em outras palavras, ele mostra quanto da pilha é, de fato, madeira e quanto é vazio entre as peças. É uma conta simples, mas que costuma derrubar quem se empolga com as medidas sem conferir a “folga” entre as toras. A lógica é esta: primeiro calcula-se o volume da pilha pelas dimensões externas, depois compara-se com o volume real informado. Aqui, o volume da pilha é 1,40 x 1,10 x 0,80 = 1,232 m³. Como o volume real das toras foi 0,68 m³, o fator fica 0,68 / 1,232 = 0,551, aproximadamente 0,55. Por isso, o gabarito é a letra D. A banca quer que você identifique que o fator de empilhamento é uma razão entre volume real e volume aparente, e não uma diferença absoluta nem um volume isolado. Se você pensou em “multiplicar” ou em “subtrair”, caiu na armadilha clássica. Em provas de dendrometria, esse raciocínio é muito comum: mede-se a pilha, corrige-se pelo fator e chega-se ao volume comercial com mais precisão. É o tipo de conta que parece simples, mas exige atenção ao conceito antes da calculadora.

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