A supressão da vegetação constitui degradação ambiental e o lançamento de efluentes líquidos nos corpos de água, sem prévio tratamento, implica na ocorrência de poluição hídrica. Embora, a emissão de poluentes atmosféricos em concentrações superiores às permitidas na legislação são considerados casos, portanto, de exemplos de dano ambiental. Método de valoração contingente ou de mercado hipotético, é o único que considera o valor de existência de um bem ambiental; são consideradas etapas deste método, EXCETO:
- A)Cálculo da medida monetária.
Errada, porque o cálculo da medida monetária é justamente uma etapa final esperada no método de valoração contingente.
- B)Definição do instrumento de pagamento em pecúnia ou compensação.
Certa como etapa, pois o método exige definir o veículo de pagamento ou compensação no cenário hipotético.
- C)Custos de controle que representa os gastos que o usuário tem para que o bem ambiental não se degrade ou não reduza seu estoque.
Errada, porque custos de controle não são etapa do método contingente; isso pertence a outra abordagem de valoração ambiental.
- D)Caracterização da forma de aplicação do questionário, determinação do conteúdo das informações que devem ser prestadas no questionário.
Certa como etapa, pois envolve a estruturação do questionário e das informações a serem apresentadas ao entrevistado.
- E)Definição do bem ambiental a ser valorado; determinarse o mecanismo será Disposição a Pagar – DAP ou Disposição a Aceitar uma Compensação – DAC.
Certa como etapa, porque primeiro se define o bem ambiental e depois se escolhe entre DAP e DAC.
Gabarito: C
O método de valoração contingente, também chamado de mercado hipotético, é usado quando você quer estimar quanto as pessoas atribuem a um bem ambiental que não tem preço de mercado direto, como uma paisagem, uma nascente ou a simples existência de uma área preservada. A lógica é montar um cenário hipotético e perguntar ao entrevistado quanto ele pagaria para preservar o bem ou quanto aceitaria receber para tolerar sua perda. Por isso, ele é muito lembrado por captar também o valor de existência, isto é, o valor que o bem tem mesmo para quem não o usa diretamente. Em geral, as etapas incluem definir o bem ambiental a ser valorado, escolher se a pergunta será de disposição a pagar (DAP) ou disposição a aceitar compensação (DAC), estruturar o questionário, explicar bem o cenário ao entrevistado e definir a forma de pagamento ou compensação. Depois disso, vem a aplicação da pesquisa e o tratamento dos dados para chegar à medida monetária. A alternativa C está correta como gabarito porque fala em custos de controle, que são gastos para evitar ou reduzir a degradação. Isso pertence a outra lógica de valoração, mais ligada a custos de prevenção, controle ou reposição, e não ao método de valoração contingente. Ou seja: parece tema de economia ambiental, mas caiu na área errada, bem no estilo da banca. Em doutrina de economia ambiental, o método contingente é classificado entre os métodos de preferência declarada, justamente por depender da resposta do entrevistado em um cenário hipotético. Já os custos de controle entram como técnica distinta de valoração baseada em gastos evitados ou defensivos, não como etapa do questionário contingente.