Alguns procedimentos devem ser adotados para a coleta de amostras representativas em função do tipo de acondicionamento do resíduo. Para a amostragem em lagoa de resíduos recomenda-se um tipo de amostrador para a coleta. NÃO é recomendável para os resíduos (líquidos ou lodos) em lagoas:
- A)Balde de inox.
Correta para esse contexto, pois o balde de inox pode ser usado na coleta de líquidos e lodos em lagoas sem contaminar tanto a amostra.
- B)Amostrador trier.
Errada, porque o amostrador trier é indicado para materiais sólidos ou semissólidos em recipientes, não para líquidos ou lodos em lagoas.
- C)Caneca amostradora.
Correta para esse contexto, pois a caneca amostradora é útil na retirada de amostras de líquidos e materiais em suspensão.
- D)Garrafa amostradora pesada.
Correta para esse contexto, pois a garrafa amostradora pesada é adequada para coletar líquidos e lodos, especialmente em ambientes mais difíceis.
- E)Garrafa amostradora de profundidades Van Dorn.
Correta para esse contexto, pois a garrafa Van Dorn é usada para amostragem de profundidade em corpos líquidos.
Gabarito: B
Na amostragem de resíduos, o ponto principal é simples: o equipamento precisa combinar com a consistência do material e com o tipo de acondicionamento. Em lagoas de resíduos, o material pode ser líquido ou em forma de lodo, então o amostrador deve permitir coleta segura e representativa, inclusive em diferentes profundidades, sem “pescar” só a parte superficial ou só a crosta de cima. Por isso, em lagoas são comuns instrumentos como balde de inox, caneca amostradora, garrafa amostradora pesada e a garrafa Van Dorn, que ajudam a coletar amostras de líquidos e lodos com mais controle. Já o amostrador trier foi feito para materiais mais secos, granulados ou pastosos em recipientes sólidos, como grãos e compostos, não para ambientes aquáticos ou lodos em lagoa. Ou seja, a banca quer que você identifique o instrumento incompatível com o tipo de resíduo. O erro clássico é pensar apenas em “coletar uma amostra” sem olhar o meio em que ela está. Em perícias e avaliação ambiental, isso pesa muito, porque uma amostra mal coletada pode comprometer toda a conclusão técnica. Então, o gabarito é a letra B, porque o trier não é recomendável para resíduos líquidos ou lodos em lagoas. A lógica é de adequação técnica do equipamento ao material, algo que aparece muito em questões de amostragem e perícia ambiental.