Segundo os fundamentos da amostragem de sinais, quando se emprega uma taxa de amostragem (1/TS) inferior à taxa de Nyquist, observa-se, na construção do espectro do sinal, a sobreposição de réplicas da frequência, comumente denominado
- A)aliasing.
Correta: aliasing é justamente a sobreposição das réplicas do espectro quando a amostragem viola Nyquist.
- B)defasagem.
Errada: defasagem é diferença de fase entre sinais, não o efeito de sobreposição espectral.
- C)quantização.
Errada: quantização é a aproximação dos valores amostrados a níveis discretos de amplitude.
- D)espalhamento.
Errada: espalhamento não é o nome dado a esse fenômeno de amostragem insuficiente.
- E)distorção de harmônicos.
Errada: distorção harmônica é um tipo de alteração de forma de onda, mas não descreve a sobreposição de réplicas do espectro por subamostragem.
Gabarito: A
Na amostragem de sinais, a ideia é pegar “fotos” do sinal em instantes regulares para depois reconstruí-lo. Para isso funcionar bem, a taxa de amostragem precisa ser, no mínimo, o dobro da maior frequência presente no sinal, que é o famoso critério de Nyquist. Quando a amostragem fica abaixo desse limite, as réplicas do espectro, que deveriam ficar separadas, acabam se sobrepondo. Aí o sinal começa a “se fantasiar” de outra frequência, como se engane o sistema de leitura: isso é o aliasing. Esse efeito não é um detalhe chato de teoria, ele causa erro real na recuperação do sinal. Em áudio, por exemplo, um som agudo pode aparecer como um som diferente e mais grave; em comunicações, isso atrapalha a representação correta da informação. Por isso, antes de amostrar, costuma-se usar filtro anti-aliasing para cortar frequências altas demais. Logo, a alternativa A está correta porque nomeia exatamente a sobreposição de réplicas espectrais causada por taxa de amostragem inferior à taxa de Nyquist. As demais opções tratam de outros conceitos de processamento de sinais, mas não desse fenômeno específico.