Em relação aos satélites nacionais, assinale a opção correta.
- A)Os satélites geoestacionários de comunicação operam em órbita circular de até 1.000 km de altitude.
Errada, porque satélites geoestacionários operam a cerca de 35.786 km de altitude, e não em órbita de até 1.000 km.
- B)O INPE está desenvolvendo satélites baseados na PMM, inclusive um meteorológico, em parceria com a China.
Errada, pois o INPE não está desenvolvendo um meteorológico em parceria com a China nessa forma descrita, e a PMM não corresponde a essa afirmação genérica.
- C)Atualmente, o INPE opera quatro satélites: dois em parceria com a China (CBERS); um baseado na plataforma multimissão (PMM); e um geoestacionário de comunicação estratégica (SGDC).
Errada, porque a descrição mistura programas e operadores: o INPE não opera esses quatro satélites exatamente dessa maneira, e o SGDC não é apresentado corretamente.
- D)Os satélites da família CBERS, em operação, são utilizados para sensoriamento remoto, com sensores ativos e passivos.
Errada, pois os CBERS são satélites de sensoriamento remoto com sensores predominantemente passivos, não sendo correto afirmar a presença de sensores ativos e passivos de modo geral.
- E)O satélite Amazonia-1 foi planejado e construído para sensoriamento remoto, emprega a PMM como módulo de serviço e é operado por profissionais brasileiros.
Certa, porque o Amazônia-1 foi projetado para sensoriamento remoto, usa a PMM como plataforma de serviço e sua operação é conduzida por equipe brasileira.
Gabarito: E
Quando a questão fala em satélites nacionais, ela costuma misturar dois temas que caem muito: a função de cada missão e quem faz a operação. No caso do Amazônia-1, a ideia central é bem conhecida: ele foi o primeiro satélite totalmente projetado e integrado pelo Brasil, com foco em sensoriamento remoto, usando a PMM (Plataforma Multimissão) como base de serviço. Isso significa que a plataforma serve como a "espinha dorsal" do satélite, cuidando de energia, controle de atitude, telecomando e outras funções vitais. O ponto que fecha a assertiva é que a operação também é brasileira. O satélite foi concebido e desenvolvido no âmbito do INPE, com atuação de equipes nacionais, o que é justamente o que a banca quer que você enxergue. Em prova, sempre desconfie quando a alternativa tenta trocar o país responsável pela missão ou misturar o Amazônia-1 com programas sino-brasileiros, como o CBERS. O CBERS é parceria com a China, mas é outra história. Vale lembrar o contraste com outros satélites citados nas alternativas: satélite geoestacionário não fica em baixa órbita, CBERS é de sensoriamento remoto e SGDC não é um satélite operado pelo INPE como a alternativa sugere. Então a única frase alinhada com a missão, a plataforma e a operação do Amazônia-1 é a letra E. Em resumo: Amazônia-1 = sensoriamento remoto, PMM e operação brasileira. Se você gravar essa tríade, já derruba boa parte das pegadinhas sobre satélites nacionais.