O teor de umidade ótima de um solo é um parâmetro obtido a partir do ensaio de:
- A)adensamento;
Errada, porque o ensaio de adensamento avalia recalques e compressibilidade, não a umidade ótima do solo.
- B)compactação;
Certa, porque a umidade ótima é obtida no ensaio de compactação, como o Proctor, junto com a massa específica seca máxima.
- C)compressão simples;
Errada, porque a compressão simples mede resistência mecânica, especialmente em solos coesivos, e não o teor de umidade ótima.
- D)índice de suporte Califórnia;
Errada, porque o CBR/ISC mede capacidade de suporte para pavimentos, não fornece a umidade ótima como parâmetro principal.
- E)limite de Atterberg.
Errada, porque os limites de Atterberg definem consistência e plasticidade do solo, não o ponto ótimo de compactação.
Gabarito: B
O teor de umidade ótima é a quantidade de água na qual o solo atinge a maior massa específica seca possível sob uma energia de compactação determinada. Em outras palavras: você vai adicionando água, o solo primeiro “fica mais moldável” e compacta melhor, até chegar a um ponto ideal; depois disso, água demais começa a atrapalhar e a densidade seca cai. Esse comportamento é típico do ensaio de compactação, como o Proctor, muito cobrado em Geotecnia. É justamente desse ensaio que saem dois parâmetros clássicos: a umidade ótima e a massa específica seca máxima. Eles são usados em obras de aterro, subleito de pavimentos e controle de qualidade da compactação em campo. A lógica é simples: o solo bem compactado tende a ter menor compressibilidade e melhor desempenho mecânico. Por isso, o gabarito é a letra B. As outras alternativas tratam de ensaios que medem outras propriedades do solo, como adensamento, resistência à compressão simples, suporte para pavimentos ou consistência/limites de plasticidade, mas não a umidade ótima de compactação.