Um engenheiro é responsável pelo controle de qualidade das peças de madeira recebidas para a execução de uma obra. Foi informado a ele que a resistência à compressão padrão de referência para o projeto, considerando-se madeira na classe de umidade 1 e com teor de umidade de equilíbrio de 12%, é de 20 MPa. Sabendo que a umidade no momento da avaliação da resistência da madeira recebida é de 20%, a resistência à compressão a ser atingida para que seja equivalente à resistência de referência vale, aproximadamente,
- A)16,1 MPa.
Correta, porque a resistência de 20 MPa deve ser corrigida para a umidade de 20%, resultando em aproximadamente 16,1 MPa.
- B)16,5 MPa.
Errada, porque 16,5 MPa não corresponde ao fator de correção de umidade aplicado nessa condição.
- C)17,0 MPa.
Errada, porque 17,0 MPa fica acima do valor obtido após a redução pela maior umidade.
- D)20,6 MPa.
Errada, porque 20,6 MPa aumenta a resistência, mas a umidade de 20% reduz a capacidade da madeira.
- E)21,3 MPa.
Errada, porque 21,3 MPa também indica acréscimo de resistência, contrariando o efeito da umidade elevada.
Gabarito: A
Em madeira, um detalhe que cai muito em prova é que a resistência não fica igual em qualquer umidade. A referência de projeto normalmente usa 12% de teor de umidade, que é uma condição padronizada para comparar peças de madeira com a mesma régua. Quando a madeira está mais úmida, ela tende a perder resistência mecânica, então você precisa corrigir o valor de referência. Na NBR 7190, essa correção é feita por fatores ligados à umidade. A ideia é simples: quanto maior a umidade acima de 12%, menor a resistência efetiva. Aqui, a peça foi avaliada com 20% de umidade, ou seja, 8 pontos percentuais acima do padrão. Aplicando o fator de ajuste correspondente, a resistência equivalente fica em torno de 80,5% da referência. Fazendo a conta, 20 MPa x 0,805 resulta em aproximadamente 16,1 MPa. É por isso que o gabarito é a alternativa A. Em português claro: a madeira veio mais molhada, então ela "perdeu força" em relação ao valor de projeto. Nada de drama, só física e norma trabalhando juntas. Então, sempre que aparecer madeira com umidade maior que 12%, desconfie de valor bruto sem correção. A banca gosta de testar se você lembra que a resistência informada para projeto é uma referência padronizada e precisa ser ajustada conforme a umidade real da peça.