Os incêndios são divididos em classes, que dependem do modo pelo qual os materiais combustíveis se decompõem e, para cada classe de incêndio, há um tipo de extintor adequado. Assim, no combate a incêndios nos quais os combustíveis são tecidos, querosene e óleo de cozinha, os tipos mais adequados de extintores a serem utilizados são, respectivamente,
- A)água pressurizada, pó químico seco BC e pó químico especial (multiuso).
Errada, porque inverte os agentes: tecidos pedem água pressurizada e querosene não é combatido de forma mais adequada com pó BC nessa formulação.
- B)gás carbônico, água pressurizada e pó químico especial (multiuso).
Errada, porque gás carbônico não é a melhor escolha para tecidos, água pressurizada não é a indicação principal para querosene e óleo de cozinha exige agente químico úmido.
- C)gás carbônico, água pressurizada e solução aquosa de acetato de potássio.
Errada, porque querosene é líquido inflamável e a água pressurizada não é a indicação adequada para essa classe de incêndio.
- D)pó químico seco BC, gás carbônico e solução aquosa de acetato de potássio.
Errada, porque tecidos não pedem pó químico seco BC e óleo de cozinha não se combate com solução aquosa de acetato de potássio apenas se a sequência anterior estiver correta.
- E)água pressurizada, gás carbônico e solução aquosa de acetato de potássio.
Certa, porque tecidos correspondem à classe A e usam água pressurizada, querosene é classe B e pode ser combatido com gás carbônico, e óleo de cozinha é classe K, cujo extintor adequado é o de acetato de potássio.
Gabarito: E
Em incêndios, o primeiro passo é identificar a classe do fogo, porque o extintor certo depende do tipo de material que está queimando. Aqui entram três situações bem clássicas: tecidos, querosene e óleo de cozinha. Cada um pede um agente diferente para apagar sem espalhar o problema. Tecidos são materiais sólidos comuns, que se comportam como incêndio de classe A. Nessa classe, a água pressurizada costuma ser a escolha mais adequada, porque resfria e penetra no material, ajudando a eliminar as chamas. Já o querosene é um líquido inflamável, típico de classe B, em que o gás carbônico funciona bem por abafar o fogo e reduzir o oxigênio disponível. O óleo de cozinha é o ponto mais cobrado: ele não deve ser tratado como um líquido inflamável comum. Em cozinha, o cenário é de classe K, que exige extintor com agente químico úmido, geralmente solução aquosa de acetato de potássio. Esse agente forma uma camada que ajuda a resfriar e a saponificar a gordura, controlando o incêndio com mais segurança. Por isso, a sequência correta é água pressurizada para tecidos, gás carbônico para querosene e solução aquosa de acetato de potássio para óleo de cozinha. A lógica é exatamente essa: sólido comum, líquido inflamável e gordura de cozinha, cada um com seu combate específico. Na prática, a banca gosta de cobrar essa associação direta entre classe do incêndio e tipo de extintor.