Um engenheiro de segurança do trabalho deve estimar se o sistema de ventilação de um auditório está adequado. O auditório possui, aproximadamente, 25 m de comprimento, 10 metros de largura e 4 m de altura. Além disso, por critério de projeto, deve haver três trocas de ar por hora. Desse modo, ao verificar a capacidade de ventilação do sistema, o engenheiro deve observar vazão de ar superior a:
- A)1000 m3/h;
Errada, porque 1000 m³/h corresponde a apenas 1 troca de ar por hora para esse auditório.
- B)1500 m3/h;
Errada, porque 1500 m³/h representaria 1,5 troca de ar por hora, abaixo do exigido.
- C)2000 m3/h;
Errada, porque 2000 m³/h equivaleria a 2 trocas de ar por hora, ainda insuficiente.
- D)2500 m3/h;
Errada, porque 2500 m³/h não completa as 3 trocas de ar por hora previstas.
- E)3000 m3/h.
Certa, porque o volume do auditório é 1000 m³ e, com 3 trocas por hora, a vazão necessária é 3000 m³/h.
Gabarito: E
Para resolver esse tipo de questão, pense no auditório como uma caixa de ar. Primeiro, você calcula o volume do ambiente: comprimento vezes largura vezes altura. Aqui, 25 x 10 x 4 = 1000 m³. Até aqui, nada assustador, só geometria básica com roupa de segurança. Depois vem a ideia de trocas de ar por hora. Se o projeto exige 3 trocas por hora, significa que todo o volume do auditório deve ser renovado 3 vezes em 1 hora. Então a vazão necessária é 1000 x 3 = 3000 m³/h. Por isso, o sistema deve apresentar vazão superior a 3000 m³/h. A leitura da questão é direta: primeiro volume, depois taxa de renovação. Se a vazão for menor que isso, o ar não se renova na frequência exigida pelo projeto. Esse raciocínio é o que costuma aparecer em problemas de ventilação e conforto ambiental em edificações. Em provas, a banca gosta de testar se você sabe converter "trocas por hora" em vazão total, sem cair na tentação de olhar só para uma dimensão do ambiente.