A curva S de uma obra mostra como evolui o volume de serviços de uma obra, ao longo do tempo. Observando essa curva, percebe-se que o percentual construído por unidade de tempo é
- A)sempre crescente ao longo da execução da obra.
Errada, porque o ritmo de execução não cresce para sempre; em obra, a produtividade costuma desacelerar na fase final.
- B)sempre decrescente ao longo da execução da obra.
Errada, porque a curva S não mostra queda contínua do ritmo do início ao fim, já que há uma fase de aceleração no meio.
- C)crescente, depois mantém-se estável e torna-se decrescente mais para o final da obra.
Certa, pois a curva S representa aumento do ritmo, depois estabilidade e, no final, redução da taxa de execução.
- D)crescente, depois mantem-se estável e torna-se crescente novamente mais para o final da obra.
Errada, porque o final da obra normalmente não volta a acelerar; o mais comum é haver desaceleração.
- E)decrescente, depois mantem-se estável e torna-se decrescente novamente mais para o final da obra.
Errada, porque a execução não começa necessariamente em queda e tampouco segue com novo decréscimo ao longo de toda a obra.
Gabarito: C
A curva S é um jeito clássico de enxergar o avanço físico da obra ao longo do tempo. Ela costuma ter formato em “S” porque a produção não anda no mesmo ritmo do começo ao fim: no início, a obra engrena devagar, depois acelera quando a equipe, os insumos e os frentes de serviço estão bem ajustados, e por fim desacelera quando entram acabamentos, testes, ajustes e restrições de etapa final. Quando o enunciado fala em “percentual construído por unidade de tempo”, ele está olhando para a inclinação da curva, isto é, para a velocidade de execução. No começo, essa velocidade tende a crescer. Em seguida, há um trecho de maior estabilidade, com ritmo mais constante. Mais perto do final, a inclinação diminui, porque a obra perde fôlego e os serviços remanescentes costumam ser mais delicados e menos produtivos. Por isso, o gabarito é a letra C: o percentual construído por unidade de tempo é crescente, depois se mantém estável e torna-se decrescente mais para o final da obra. Essa leitura é exatamente a lógica da curva S em planejamento e controle de obras, muito usada em acompanhamento físico-financeiro e controle de cronograma. Em resumo: a curva S não é uma reta animada, nem uma ladeira sempre subindo. Ela acelera, estabiliza e depois desacelera. É o desenho típico do ciclo de produção de uma obra.