Em um sistema de esgoto sanitário, o conduto final destinado ao afastamento dos efluentes da rede para o ponto de lançamento ou tratamento, recebendo contribuições apenas na extremidade de montante, é denominado
- A)Emissário.
Certa: emissário é o conduto final que leva os efluentes até o ponto de lançamento ou tratamento, recebendo contribuição só na montante.
- B)Interceptor.
Errada: interceptor recebe contribuições ao longo do percurso e serve para interceptar e conduzir vazões, não sendo o conduto final da rede.
- C)Coletor-tronco.
Errada: coletor-tronco é uma tubulação principal que recebe esgoto de coletores menores, mas não corresponde ao conduto final de afastamento.
- D)Coletor de esgoto.
Errada: coletor de esgoto é a rede que recebe e conduz contribuições de ramais e outros coletores, ainda antes da etapa final.
- E)Coletor predial.
Errada: coletor predial é a tubulação interna ou imediatamente ligada ao imóvel, anterior à rede pública de coleta.
Gabarito: A
Em redes de esgoto sanitário, a nomenclatura das tubulações importa muito porque cada trecho tem uma função específica no caminho do efluente. O sistema costuma sair do imóvel, passar por coletores e interceptores, e depois seguir até o tratamento ou lançamento final. Parece detalhe de engenharia, mas em prova a banca adora trocar os nomes para ver se voce escorrega no básico. O enunciado descreve o conduto final destinado ao afastamento dos efluentes da rede até o ponto de lançamento ou tratamento, recebendo contribuições apenas na extremidade de montante. Isso é exatamente o emissário: ele leva o esgoto já coletado até a destinação final, sem ficar recebendo ligações ao longo do percurso. É como a “última perna” da viagem do esgoto. A lógica também bate com a doutrina de saneamento e com a terminologia técnica usada em normas e manuais do setor: o emissário é o conduto de transporte final, geralmente com função de condução até estação de tratamento ou corpo receptor. Por isso, a alternativa A está correta. As outras opções descrevem trechos anteriores da rede ou funções diferentes. Em prova da FGV, a sacada costuma ser distinguir quem apenas conduz o fluxo final de quem ainda recebe contribuições laterais ao longo do trajeto.