A figura a seguir apresenta, esquematicamente, um teste realizado em corpo de prova de concreto endurecido com seção transversal retangular. (Fonte: https://abcp.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Tecnologia_ Pavimento_Concreto_RubensCurti_CShow20190816.pdf) Esse teste tem por objetivo avaliar a resistência à(ao)
- A)impacto do concreto.
Errada, porque o ensaio não avalia resistência ao impacto, e sim o comportamento do concreto sob flexão.
- B)cisalhamento do concreto.
Errada, pois não é um ensaio de cisalhamento; a ruptura observada está ligada à tração gerada pela flexão.
- C)tração na flexão do concreto.
Certa, porque o teste mede a resistência do concreto à tração provocada por esforços de flexão.
- D)tração na compressão do concreto.
Errada, porque o concreto não é avaliado em tração por compressão, e essa expressão nem descreve o mecanismo do ensaio.
- E)compressão na flexão do concreto.
Errada, porque a compressão não é o esforço principal investigado no teste; a ruptura ocorre por tração na zona tracionada da peça.
Gabarito: C
Esse ensaio é o de resistência à tração na flexão, muito usado para concreto endurecido, especialmente quando interessa saber como a peça se comporta quando é "entortada" por uma carga. A lógica é simples: o corpo de prova é submetido à flexão e surgem tensões de tração na face inferior, que é onde costuma aparecer a fissura primeiro. Ou seja, o foco não é esmagar o concreto, mas observar quando ele rompe por tração causada pela flexão. No concreto armado, isso faz bastante sentido porque o concreto vai bem em compressão, mas sofre quando entra tração. Por isso, esse tipo de ensaio ajuda a estimar a capacidade do material em situações como pavimentos e peças submetidas a esforços de flexão. É um teste clássico de tecnologia do concreto, muito mais ligado ao comportamento estrutural real do que a uma simples compressão de laboratório. O gabarito C está correto porque o ensaio mede exatamente a resistência à tração na flexão do concreto, também chamada de resistência à flexão ou módulo de ruptura em alguns contextos. A peça rompe por tração na região tracionada, mesmo que a carga aplicada produza um estado de flexão. Em resumo: a carga é de flexão, mas o que se quer avaliar é a tração que aparece por causa dela.