Um analista deve avaliar os custos de infraestrutura de transportes, segundo a metodologia de custos rodoviários do DNIT. Segundo essa metodologia, o fator conhecido pela sigla FIT busca levar em consideração o aumento dos custos devido à (ao)
- A)variações nas condições do solo em relação às previstas em projeto.
Errada, porque variações nas condições do solo afetam a execução geotécnica, mas não representam o efeito do FIT na metodologia do DNIT.
- B)redução de produção dos serviços devido ao volume de tráfego.
Certa, porque o FIT considera o aumento de custos provocado pela redução da produtividade dos serviços em função do volume de tráfego.
- C)contratação emergencial de mão de obra não prevista.
Errada, porque contratação emergencial de mão de obra não é o fator tratado pelo FIT, mas sim uma questão de gestão de recursos da obra.
- D)atraso nas obras por conta das condições climáticas.
Errada, porque atraso por condições climáticas pode impactar o cronograma, mas não é o sentido específico do FIT.
- E)falhas forçadas de equipamentos.
Errada, porque falhas forçadas de equipamentos podem gerar custos operacionais, porém não correspondem ao efeito considerado pelo FIT.
Gabarito: B
Na metodologia de custos rodoviários do DNIT, alguns fatores servem para ajustar o custo da obra ou da operação quando a realidade da estrada não é a “foto de projeto”. Entre esses ajustes, o FIT aparece ligado ao efeito do tráfego sobre o ritmo dos serviços, especialmente quando o volume de veículos interfere na produtividade da equipe e dos equipamentos. Em estrada movimentada, ninguém trabalha com a mesma velocidade de um canteiro isolado. O serviço anda, mas anda com o freio de mão puxado. A ideia central é simples: quanto maior a interferência do tráfego, menor tende a ser a produção dos serviços e, por consequência, maior o custo unitário. Isso acontece porque há mais espera, mais restrição de acesso, mais necessidade de sinalização e mais dificuldade para executar a obra com rendimento normal. O DNIT incorpora esse tipo de efeito para que o orçamento reflita a realidade da rodovia em operação. Por isso, a alternativa B está correta: o FIT busca considerar o aumento dos custos devido à redução de produção dos serviços causada pelo volume de tráfego. Em outras palavras, o fluxo de veículos não é só um detalhe de cenário, ele mexe diretamente com a produtividade e com o custo final. As demais opções falam de problemas que até podem aparecer numa obra, mas não descrevem o objetivo específico do FIT na metodologia do DNIT. Aqui, o ponto-chave é a interferência do tráfego sobre a produtividade, e não solo, mão de obra emergencial, clima ou falha de equipamento.