Em uma obra pública, foi especificado o uso de piso cerâmico em um ambiente interno com tráfego normalmente médio, mas eventualmente alto de pessoas. Desse modo, o fiscal da obra deve verificar se o piso utilizado tem índice PEI de, pelo menos,
- A)0.
Errada, porque PEI 0 não é referência para piso de tráfego interno, sendo incompatível com o uso descrito.
- B)1.
Errada, porque PEI 1 é muito baixo para um ambiente com circulação média e picos de uso alto.
- C)2.
Errada, porque PEI 2 ainda fica aquém da resistência necessária para suportar tráfego médio com momentos de maior demanda.
- D)4.
Certa, porque PEI 4 atende piso interno com tráfego médio e eventual tráfego alto de pessoas.
- E)5.
Errada, porque PEI 5 é mais elevado do que o exigido pelo enunciado, que pede apenas o mínimo adequado.
Gabarito: D
O índice PEI mede a resistência do esmalte do piso cerâmico ao desgaste por abrasão. Na prática, ele ajuda a escolher o revestimento de acordo com o nível de circulação do ambiente, para evitar aquele piso bonito que começa a “envelhecer” antes da obra acabar. Em ambientes internos com tráfego normalmente médio, mas que podem receber picos de circulação mais intensa, o fiscal deve exigir um piso com resistência superior ao uso comum. A lógica é simples: não basta aguentar o dia a dia, ele também precisa suportar as horas de aperto. Por isso, o mínimo adequado é PEI 4. Essa classe é indicada para áreas internas com tráfego médio a alto, atendendo melhor a ambientes sujeitos a uso mais pesado do que os classificados em PEI 1, 2 ou 3. Essa leitura é compatível com a classificação usual adotada na prática técnica e em manuais de revestimentos cerâmicos, baseada no ensaio de resistência à abrasão previsto nas normas aplicáveis ao produto.