O controle do desempenho e da deterioração do pavimento é fundamental para a implantação de um sistema de gerenciamento de pavimentos. No caso rodoviário, o DNIT conceitua esse controle e outros dispositivos por meio do seu Manual de Restauração de Pavimentos Asfálticos (Publicação IPR 720). De acordo com esse manual:
- A)a característica do pavimento que mais afeta a avaliação do desempenho estrutural é irregularidade longitudinal;
Errada: irregularidade longitudinal é indicador funcional de conforto e segurança, não o principal parâmetro para avaliar desempenho estrutural.
- B)os ensaios deflectométricos são os mais apropriados para a interpretação do comportamento funcional do pavimento;
Errada: ensaios deflectométricos avaliam a resposta estrutural do pavimento, não seu comportamento funcional.
- C)a avaliação econômica das alternativas de restauração deve incluir os custos do ciclo de vida do pavimento, utilizando um período entre dez e vinte anos;
Certa: o DNIT prevê análise econômica com custos do ciclo de vida e horizonte de planejamento entre 10 e 20 anos para comparar alternativas de restauração.
- D)a viga Benkelman é apropriada para a medição da irregularidade longitudinal em função da sua portabilidade e facilidade de manuseio;
Errada: a viga Benkelman mede deflexões do pavimento, não irregularidade longitudinal.
- E)a exsudação é um defeito de superfície caracterizado pela perda de agregados e/ou argamassa fina do revestimento asfáltico, marcado pela aspereza superficial anormal.
Errada: a descrição dada é de desgaste/desagregação superficial; exsudação é excesso de ligante aflorando à superfície.
Gabarito: C
No gerenciamento de pavimentos, voce precisa separar bem duas coisas: desempenho funcional e desempenho estrutural. O funcional tem a ver com o conforto e a segurança de rolamento, como irregularidade, trincas e textura; o estrutural olha para a capacidade do pavimento de suportar cargas sem entrar em colapso, e aí entram os ensaios deflectométricos, como a viga Benkelman e deflectômetros modernos. O Manual de Restauração de Pavimentos Asfálticos do DNIT trata justamente dessa lógica: diagnosticar o pavimento, medir sua condição e escolher a intervenção mais racional. A alternativa correta é a C porque, na avaliação econômica das alternativas de restauração, o manual adota a análise de custos ao longo do ciclo de vida do pavimento, com horizonte de planejamento na faixa de 10 a 20 anos. A ideia é comparar soluções não só pelo custo inicial, mas pelo que elas custam e entregam ao longo do tempo. Em obra pública, isso faz todo sentido: o barato de hoje pode virar o caro de amanhã. As demais alternativas misturam conceitos. Irregularidade longitudinal não mede desempenho estrutural, e ensaios deflectométricos não servem para interpretar comportamento funcional. A viga Benkelman mede deflexão, não irregularidade. E exsudação não é perda de agregados, mas excesso de ligante na superfície, deixando o revestimento com aspecto brilhante e escorregadio.