Os sistemas de impermeabilização devem atender exigências e recomendações relativas à sua execução para que sejam garantidas as condições mínimas de proteção da construção contra a passagem de fluidos e a devida estanqueidade das partes construtivas. Sobre a execução da impermeabilização com argamassa impermeável com aditivo hidrófugo, é correto afirmar que:
- A)trata-se de um tipo de impermeabilização flexível sem adição de polímero;
Errada, porque argamassa impermeável com aditivo hidrófugo é um sistema rígido, e não uma impermeabilização flexível, além de não depender de polímero para ser classificada assim.
- B)para a aplicação, o substrato deve estar úmido, porém deve estar isento de filme ou jorro de água;
Certa, porque o substrato deve estar úmido para evitar perda rápida de água da argamassa, mas sem filme ou jorro de água, garantindo boa aderência e execução adequada.
- C)a cura úmida da argamassa deve ser de no mínimo 12 horas;
Errada, porque a cura úmida não se limita a 12 horas; em geral, esse processo precisa ser mantido por período maior, conforme a recomendação do fabricante e as condições de obra.
- D)após a aplicação da argamassa, deve ser sobreposta de forma imediata uma demão de líquido selador;
Errada, porque a aplicação dessa argamassa não exige, como regra, sobreposição imediata de líquido selador após a execução.
- E)a aplicação deve ser precedida de uma demão do produto de imprimação com rolo de lã de carneiro, trincha ou brocha.
Errada, porque não é procedimento típico preceder a aplicação com demão de imprimação com rolo, trincha ou brocha, já que isso é mais associado a outros sistemas de impermeabilização.
Gabarito: B
A impermeabilização com argamassa impermeável com aditivo hidrófugo é uma solução rígida, muito usada em áreas como baldrames, subsolos e paredes em contato com umidade, mas ela exige capricho na execução. Aqui, o segredo não é “molhar por molhar”: o substrato precisa estar úmido para não sugar a água da argamassa rapidamente, mas não pode haver lâmina, filme ou jorro de água, porque isso atrapalha a aderência e a formação correta da camada. Em outras palavras, a base deve ficar no ponto de “úmida, porém sem excesso”. Isso é coerente com as recomendações usuais das normas de impermeabilização da ABNT, especialmente a NBR 9574, que trata da execução, e a NBR 9575, que trata da seleção e projeto dos sistemas. A lógica é simples: se a base estiver seca demais, ela rouba água da mistura; se estiver encharcada, a argamassa perde desempenho e pode descolar. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela descreve exatamente a condição correta do substrato antes da aplicação. As demais alternativas tentam confundir com características de outros sistemas de impermeabilização ou com etapas que não pertencem a esse tipo de argamassa. Em prova, pense assim: argamassa impermeável com aditivo hidrófugo não é “pintura mágica” nem recebe primer ou selador como regra geral. O ponto central é a preparação adequada da base e o controle da umidade, para garantir aderência e estanqueidade.