Um fiscal de obras foi designado para acompanhar o encunhamento de uma parede de alvenaria. Essa atividade deve ser realizada
- A)imediatamente antes do início do assentamento dos tijolos.
Errada, porque o encunhamento não é feito antes do assentamento dos tijolos, já que depende da parede executada.
- B)ao longo de todo o processo de assentamento dos tijolos.
Errada, porque o encunhamento não ocorre durante todo o assentamento, mas só após a alvenaria ganhar estabilidade inicial.
- C)em, no máximo, 3 dias após o término do assentamento dos tijolos.
Errada, porque 3 dias ainda é pouco para permitir a acomodação adequada da parede antes do fechamento superior.
- D)em, no mínimo, 7 dias após o assentamento dos tijolos.
Certa, porque o encunhamento deve ser realizado após um tempo mínimo de espera, em geral de 7 dias, para reduzir o risco de fissuras.
Gabarito: D
O encunhamento é aquela etapa final da alvenaria em que se fecha o espaço entre a parede e a estrutura, normalmente com argamassa, para ajudar no travamento e reduzir fissuras. Parece detalhe pequeno, mas na obra esse “acabamento” é importante porque a parede ainda sofre pequenas deformações e recalques logo após o assentamento. Por isso, a prática técnica recomenda esperar a estabilização inicial da alvenaria antes de fazer o encunhamento. Se você faz cedo demais, a parede ainda está “trabalhando” e o risco de trinca aumenta. Em outras palavras: não é pressa que melhora a obra, é o tempo certo. A referência consagrada em cursos e manuais de execução de alvenaria é realizar o encunhamento somente após um período mínimo de 7 dias do assentamento dos tijolos/blocos. Esse prazo permite melhor acomodação da parede e menor chance de patologias. É exatamente por isso que a alternativa D está correta. As alternativas que falam em execução imediata, contínua ou poucos dias depois ignoram esse período de espera técnica. Em prova de FGV, o raciocínio costuma ser simples: quando a questão trata de execução e prazo de alvenaria, desconfie das opções apressadas.