Um engenheiro projeta o circuito que atenderá o chuveiro elétrico do banheiro de um apartamento. Para a proteção desse circuito, ele utilizou um disjuntor com corrente nominal de 25A e de curva B. Nessa condição, o disjuntor atuará quando a corrente estiver entre
- A)75A e 125A.
Correta, porque a curva B atua instantaneamente entre 3 e 5 vezes a corrente nominal, isto é, entre 75 A e 125 A.
- B)75A e 175A.
Errada, porque 175 A não corresponde ao limite superior da curva B para um disjuntor de 25 A.
- C)100A e 200A.
Errada, porque a faixa indicada é mais alta do que a da curva B e não corresponde ao multiplicador de 3 a 5 vezes.
- D)100A e 400A.
Errada, porque 400 A é muito acima do intervalo de atuação instantânea da curva B para 25 A.
Gabarito: A
Quando falamos em disjuntor termomagnético, a parte importante aqui é a curva de disparo. Ela indica em que faixa de sobrecorrente o disjuntor desarma instantaneamente, isto é, por efeito magnético. Na curva B, esse disparo ocorre entre 3 e 5 vezes a corrente nominal. Parece detalhe de etiqueta, mas em prova isso cai como relógio. No caso do enunciado, o disjuntor tem corrente nominal de 25 A. Então basta multiplicar por 3 e por 5: 25 x 3 = 75 A e 25 x 5 = 125 A. Logo, ele atuará quando a corrente estiver entre 75 A e 125 A. É exatamente esse o intervalo pedido. Vale lembrar a ideia por trás das curvas: a curva B é usada para cargas com menor corrente de partida, como circuitos mais “comportados”. Já curvas C e D suportam picos maiores antes de disparar. A lógica é essa: quanto maior a corrente de partida esperada, mais alta a faixa da curva. Em instalações prediais, a escolha do disjuntor deve respeitar o projeto e os critérios de proteção da instalação, como os da ABNT NBR 5410. Mas, na questão, o foco é só a leitura da curva B, e por isso o gabarito A está correto.