No assentamento de cerâmica e azulejos, deve-se tomar cuidado com o efeito, ao longo da vida útil da construção, relacionado às diferenças de contração/dilatação entre a laje de concreto e os componentes cerâmicos. Sob as condições de calor extremo e frio extremo, o efeito observado nas peças cerâmicas assentadas é o de
- A)se apertarem, em ambas as situações.
Errada, porque as variacoes termicas nao fazem as pecas se comportarem igual nas duas situacoes: no calor e no frio o efeito nao e o mesmo.
- B)se separarem, em ambas as situações.
Errada, porque calor e frio produzem movimentos diferentes no conjunto laje-revestimento, nao mantendo as pecas separadas em ambos os casos.
- C)se separarem no frio e se apertarem no calor.
Certa, pois no frio a contracao tende a afastar as pecas e no calor a dilatacao tende a comprimi-las.
- D)se apertarem no frio e se separarem no calor.
Errada, porque inverte o comportamento termico esperado: nao e no frio que o conjunto tende a se apertar.
- E)se separarem no calor, mantendo-se unidas no frio.
Errada, porque o efeito nao e de separacao no calor com manutencao da uniao no frio; a logica termica do sistema aponta o contrario.
Gabarito: C
Quando voce assenta ceramica ou azulejo sobre uma laje de concreto, precisa lembrar que os materiais nao “enxergam” a temperatura do mesmo jeito. Cada um tem seu proprio coeficiente de dilatacao termica, entao, ao longo do tempo, a laje e o revestimento podem aumentar ou diminuir de tamanho em ritmos diferentes. No calor extremo, a tendencia e haver dilatacao. Se a movimentacao do conjunto nao for bem acomodada pelas juntas e pela tecnica de assentamento, surgem esforcos de compressao entre as pecas, que ficam mais “apertadas”. No frio extremo, ocorre a contracao, e a diferenca de movimento pode abrir espacos e provocar descolamento ou afastamento entre as pecas. Por isso, o gabarito C faz sentido: no frio, as pecas tendem a se separar; no calor, tendem a se apertar. A ideia central aqui e a compatibilizacao de deformacoes, algo bem cobrado em revestimentos ceramicos, especialmente quanto a juntas de movimentacao e ao controle de aderencia. Em obra, isso e tratado pelas normas tecnicas de revestimento ceramico e por boas praticas de execucao, como a NBR 13753 e a NBR 13754, que reforcam a importancia das juntas e da acomodacao das deformacoes para evitar patologias.