As argamassas empregadas em revestimentos devem ser compostas de materiais com dosagens compatíveis com o acabamento e as condições de exposição previstas. Acerca dos revestimentos de argamassas sobre paredes e tetos, é correto afirmar que:
- A)os revestimentos de paredes internas devem apresentar espessura entre 5 e 20 mm;
Certa: para revestimentos de paredes internas, a espessura admitida fica entre 5 e 20 mm.
- B)os revestimentos de paredes externas devem apresentar espessura entre 20 e 50 mm;
Errada: a faixa indicada para paredes externas não é de 20 a 50 mm como regra geral de revestimento.
- C)o desvio de prumo do revestimento de paredes internas não pode exceder H/10, sendo H a altura da parede;
Errada: o desvio de prumo não é limitado por H/10, pois o critério normativo é muito mais rigoroso.
- D)o desvio de nível do revestimento de teto não pode exceder L/10, sendo L o comprimento do maior vão;
Errada: o desvio de nível do teto não é admitido nessa proporção de L/10, que está superdimensionada.
- E)as ondulações dos revestimentos não podem superar 10 mm em relação a uma régua com 2,0 m de comprimento.
Errada: a ondulação máxima não é de 10 mm nessa régua, porque o limite usual de planeza é menor.
Gabarito: A
Nos revestimentos de argamassa, a espessura não pode ser escolhida no improviso: ela depende do ambiente, do acabamento desejado e das condições de exposição da parede ou do teto. A ideia é garantir aderência, regularização e durabilidade, sem criar camadas excessivamente grossas que favoreçam fissuras e desprendimentos. Para paredes internas, a faixa usual de espessura admitida é de 5 a 20 mm. É exatamente isso que torna a alternativa A correta. Em outras palavras, o revestimento interno precisa ser suficiente para regularizar a base, mas sem virar um "bolo" de argamassa. Já nas áreas externas, a exigência é mais rigorosa quanto ao desempenho, mas não se fala em 20 a 50 mm como regra geral. Também há limites para prumo, nível e planeza, porém os valores cobrados nas alternativas C, D e E estão trocados ou exagerados. A lógica da norma é controlar a qualidade geométrica do revestimento com tolerâncias bem menores do que as apresentadas. Como referência técnica, a ABNT NBR 13749 trata dos revestimentos de paredes e tetos de argamassas inorgânicas e estabelece critérios de desempenho, espessura e tolerâncias de execução. Em prova, a FGV costuma misturar um valor verdadeiro com outros limites "com cara de norma" para ver se você confunde parede interna com externa ou planeza com prumo.