Os desvios de rios são obras constituídas por estruturas, cuja função é a de realizar o manejo das águas para a construção de obras nos seus leitos. Em locais de vales muito estreitos, com rios encaixados, a estrutura de desvio adequada é a(o)
- A)ensecadeira.
Ensecadeira é uma estrutura provisória para isolar a área de trabalho da água, mas não é a solução típica para o desvio do rio em vale estreito.
- B)túnel.
Correta, porque em vales muito estreitos e rios encaixados o túnel é a alternativa mais adequada para conduzir a vazão sem ocupar a superfície lateral.
- C)canal de desvio.
Canal de desvio é mais indicado quando há espaço lateral suficiente, o que não ocorre em vales estreitos.
- D)circuito hidráulico de geração.
Circuito hidráulico de geração não é estrutura de desvio de rio para obras no leito, e sim um conceito ligado à aproveitamento hidrelétrico.
- E)vertedor de soleira rebaixada.
Vertedor de soleira rebaixada é uma estrutura de extravasamento/controle de nível, não uma solução de desvio de curso d'água para construção.
Gabarito: B
Os desvios de rios servem para afastar temporariamente a água da área onde será executada a obra no leito, como barragens, pontes ou fundações. A escolha da estrutura depende muito da geometria do local: vazão do rio, espaço disponível, desnível e, principalmente, o formato do vale. Quando o vale é muito estreito e o rio corre encaixado entre encostas, abrir um canal de desvio costuma ser inviável ou muito caro, porque faltaria área lateral para levar a água por fora da obra. Nessa situação, a solução mais adequada é conduzir o fluxo por um túnel, aproveitando justamente a topografia fechada do terreno. Por isso, o gabarito é a letra B. O túnel permite desviar o rio com menor interferência superficial e melhor adaptação a vales apertados, sendo uma solução clássica em obras hidráulicas em relevo acidentado. Em termos de doutrina de hidráulica e obras de terra, a regra prática é simples: vale estreito pede desvio subterrâneo; vale mais aberto permite soluções em superfície. Então, guarde a ideia-chave: quanto mais comprimido o rio entre as margens, mais o túnel ganha vantagem. A banca gosta dessa leitura geográfica da obra, porque não basta saber o nome da estrutura, você precisa casar a solução com o cenário.