Com relação ao planejamento e controle de uma obra, analise as afirmativas a seguir. I. O planejamento não deve ser realizado quando há incertezas em alguns parâmetros, sob o risco de serem adotados valores inadequados que não se verifiquem na prática. II. As folgas nas atividades permitem ao engenheiro saber quais tarefas podem ter seu início postergado sem afetar o prazo para término da obra. III. O histórico de obras passadas similares pode ser utilizado como referência para o planejamento de uma obra. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
A alternativa afirma que apenas a proposição I estaria correta, ou seja, que não se deve planejar quando existem incertezas em alguns parâmetros. Isso está errado, porque o planejamento justamente serve para lidar com incertezas por meio de estimativas, cenários, margens de segurança e revisão de premissas; no controle de obras, a incerteza não impede o planejamento, apenas exige melhor análise dos dados.
- B)I e II, apenas.
A alternativa sustenta que as proposições I e II estariam corretas. A II realmente descreve a folga das atividades: ela indica quanto uma tarefa pode atrasar sem alterar a data final da obra, conceito típico do caminho crítico e da folga total. Porém a I é incorreta, porque a presença de incerteza não afasta o planejamento, que é construído justamente com base em informações imperfeitas e previsões.
- C)I e III, apenas.
A alternativa diz que as proposições I e III estariam corretas. A III está certa, pois o histórico de obras semelhantes é uma referência valiosa para estimar durações, produtividades, custos e riscos em novos empreendimentos. O erro está na I, porque planejamento não depende de certeza absoluta nos parâmetros; ao contrário, ele organiza a obra mesmo com dados estimados e variáveis.
- D)II e III, apenas.
A alternativa reúne as proposições II e III, que são as efetivamente corretas. A II traduz a ideia de folga no cronograma, permitindo identificar tarefas cujo início pode ser postergado sem comprometer o prazo final, e a III admite o uso de obras anteriores similares como base de comparação e estimativa. Esse raciocínio é compatível com técnicas clássicas de planejamento e controle, como redes de precedência e análise de dados históricos.
- E)I, II e III.
A alternativa afirma que as três proposições estariam corretas. Isso não procede porque a I é falsa: a existência de incertezas em parâmetros de obra não impede o planejamento, apenas exige que ele seja feito com estimativas, faixas de variação e reservas de contingência. Já a II e a III estão corretas, mas a presença da I invalida o conjunto proposto.
Gabarito: D
Planejamento e controle de obras servem justamente para reduzir incertezas, e não para fugir delas. Em obra real, sempre existem variáveis como produtividade, clima, fornecimento de materiais e disponibilidade de mão de obra. Por isso, o planejamento trabalha com estimativas, cenários e revisões contínuas, ajustando o rumo quando necessário. A afirmativa I está errada porque a existência de incertezas não impede o planejamento; na verdade, é um dos motivos pelos quais ele é indispensável. Já a afirmativa II está correta. As folgas mostram a margem de tempo que uma atividade tem sem comprometer a data final da obra. Isso ajuda o engenheiro a identificar quais tarefas podem começar mais tarde, ou até sofrer pequenos atrasos, sem afetar o prazo global. Em redes de planejamento, isso aparece muito na análise de caminho crítico: atividade com folga não está “apertada”, então respira um pouco mais. A afirmativa III também está correta. O histórico de obras semelhantes é uma fonte valiosa para estimar durações, custos, produtividades e riscos. Em gestão de obras, usar base histórica é prática consagrada, porque comparar com experiências anteriores melhora a qualidade do planejamento e evita chute otimista demais. Então, como apenas II e III estão corretas, o gabarito é D.