Durante a sondagem de simples reconhecimento do terreno, é realizada a:
- A)cravação de um martelo no solo de forma a se medir um índice de resistência;
Errada, porque o SPT não consiste em cravar um martelo no solo para medir diretamente um índice de resistência.
- B)lavagem por percussão, com a cravação de um trado no momento em que o SPT é executado;
Errada, porque não há cravação de trado no SPT e a expressão mistura procedimentos de sondagem com ideias incompatíveis.
- C)medida do número de golpes necessários para a cravação do tubo amostrador bipartido, quando o SPT é realizado;
Certa, pois o SPT mede o número de golpes necessários para cravar o tubo amostrador bipartido no terreno.
- D)coleta de amostra indeformada com o amostrador padrão bipartido tipo Raymond;
Errada, porque o SPT usa amostrador bipartido, mas ele não é classificado como amostrador padrão bipartido tipo Raymond para coleta de amostra indeformada.
- E)determinação do módulo cisalhante de um solo argiloso.
Errada, porque o SPT não determina módulo cisalhante; ele fornece um índice de resistência à penetração do solo.
Gabarito: C
A sondagem de simples reconhecimento do terreno, no Brasil, normalmente é associada ao ensaio SPT, o famoso Standard Penetration Test. Ele serve para dar uma ideia da resistência do solo e coletar uma amostra do material, tudo de forma prática e padronizada. Na execução, o ponto central não é “furar por furar”, mas registrar quantos golpes são necessários para fazer o tubo amostrador bipartido penetrar no solo. É justamente isso que a questão descreve. Durante o SPT, usa-se o tubo amostrador bipartido e conta-se o número de golpes do martelo para a cravação. Esse número compõe o índice de resistência à penetração, muito usado em projeto geotécnico para estimar comportamento do terreno. A norma técnica clássica do tema é a ABNT NBR 6484, que disciplina a execução da sondagem de simples reconhecimento com SPT. Perceba a lógica: se a alternativa fala em golpe, cravação do amostrador e índice de resistência, ela está no trilho certo. O exame não quer que você invente ensaio de laboratório nem medição sofisticada de parâmetro elástico; quer o básico do campo, que é o N do SPT. Por isso, o gabarito é a letra C: ela descreve exatamente a medida do número de golpes necessários para a cravação do tubo amostrador bipartido quando o SPT é realizado.