Observe o texto a seguir, que descreve um tipo de custo que deve ser considerado nos estudos de viabilidade técnicaeconômica de rodovias. “custo do conjunto de intervenções, de caráter periódico, efetivado ao final de cada ciclo de vida útil da rodovia, para fornecer suporte estrutural, compatível com a estrutura existente e o tráfego esperado e tornar a rodovia apta a cumprir novo ciclo de vida.” (DAER-RS, “Instrução de serviço para EVTEA”, pg. 24) O texto se refere ao custo de
- A)conservação.
Errada, porque conservação envolve ações rotineiras e preventivas, não a recomposição estrutural ao fim do ciclo de vida.
- B)construção.
Errada, porque construção é o custo inicial de implantação da rodovia, não uma intervenção periódica posterior.
- C)manutenção.
Certa, porque o texto descreve uma intervenção periódica para recuperar o suporte estrutural e reiniciar o ciclo de vida útil.
- D)operação.
Errada, porque operação se relaciona ao funcionamento e uso da rodovia, como atendimento ao tráfego e serviços operacionais, não à recomposição estrutural.
- E)tempo de viagem.
Errada, porque custo do tempo de viagem está ligado ao usuário e ao impacto da fluidez do tráfego, não à intervenção física na rodovia.
Gabarito: C
Em estudos de viabilidade técnico-econômica de rodovias, é essencial separar os tipos de custos ao longo da vida do empreendimento. Nem todo gasto é “de fazer a obra” e nem todo gasto é “de rodar a estrada”; cada categoria entra em um momento e com uma finalidade diferente. O texto da questão descreve um gasto periódico, feito ao final de cada ciclo de vida útil, para recompor o desempenho estrutural da rodovia e permitir um novo ciclo de serviço. Isso é a cara da manutenção, especialmente da manutenção pesada ou reabilitação, porque o objetivo não é apenas conservar detalhes, mas restaurar a capacidade estrutural da via. A pegadinha está em confundir com conservação, que costuma remeter a ações mais rotineiras e preventivas, como limpeza, roçada, tapa-buracos e pequenas correções. Já a descrição do enunciado fala em intervenção periódica com suporte estrutural, o que é mais amplo e mais profundo do que simples conservação. Por isso, o gabarito é a alternativa C. Em linguagem de planejamento de obras, a manutenção entra como custo do ciclo de vida, muito usada em EVTEA e análises de rodovias, porque a estrada não termina quando a construção termina: depois vem a conta da vida real.