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Engenharia Civil · FGV · 2022

Questão comentada de Engenharia Civil

A Resolução ANP nº 32/2010 fixa as especificações dos cimentos asfálticos de petróleo modificados por polímeros elastoméricos comercializados, pelos diversos agentes econômicos, em todo o território nacional. De acordo com essa norma, esse tipo de ligante asfáltico é classificado conforme o resultado encontrado em ensaios de laboratório para a determinação do(a):

Gabarito: D

Quando a ANP trata de cimento asfáltico de petróleo modificado por polímeros elastoméricos, ela não está olhando só para o asfalto “normal”, mas para um ligante que ganhou reforço para se comportar melhor com calor, deformação e tráfego. Em outras palavras: o material precisa resistir mais e voltar à forma com mais facilidade, como uma borracha bem treinada. A Resolução ANP nº 32/2010 classifica esse tipo de ligante pelos resultados de ensaios que medem duas coisas bem características: o ponto de amolecimento e a recuperação elástica a 25 °C. Isso faz sentido porque o polímero elastomérico altera justamente a elasticidade e o comportamento térmico do CAP. Por isso, o gabarito é a letra D. O ponto de amolecimento indica quando o material começa a perder rigidez com o aumento da temperatura, e a recuperação elástica mostra o quanto ele “volta” depois de sofrer deformação. Para CAP modificado por polímero elastomérico, esse par de ensaios é mais representativo do desempenho do que simples medidas de consistência, como penetração ou viscosidade isolada. Então, a lógica da norma é: se o ligante foi modificado para melhorar elasticidade, a classificação deve refletir essa melhora. A banca costuma cobrar exatamente essa ideia: não basta decorar nome de ensaio, você precisa ligar o tipo de material ao parâmetro que melhor descreve seu comportamento.

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