A Resolução ANP nº 32/2010 fixa as especificações dos cimentos asfálticos de petróleo modificados por polímeros elastoméricos comercializados, pelos diversos agentes econômicos, em todo o território nacional. De acordo com essa norma, esse tipo de ligante asfáltico é classificado conforme o resultado encontrado em ensaios de laboratório para a determinação do(a):
- A)penetração;
Errada, porque a penetração é um ensaio clássico de consistência, mas não é o critério de classificação adotado para esse tipo de CAP modificado pela ANP.
- B)viscosidade Brookfield;
Errada, pois a viscosidade Brookfield pode ser usada para avaliar comportamento reológico, mas não é o parâmetro de classificação exigido nessa resolução.
- C)viscosidade Saybolt-Furol;
Errada, porque a viscosidade Saybolt-Furol é um ensaio de viscosidade ligado a fluidez, não o critério normativo de enquadramento desse ligante modificado.
- D)ponto de amolecimento e recuperação elástica a 25°C;
Certa, porque a Resolução ANP nº 32/2010 classifica o CAP modificado por polímeros elastoméricos com base no ponto de amolecimento e na recuperação elástica a 25 °C.
- E)percentagem de penetração original, após efeito do calor e do ar (RTFOT) a 163°C por 85 minutos.
Errada, pois o RTFOT é ensaio de envelhecimento de curto prazo e não serve como critério de classificação desse tipo de asfalto modificado.
Gabarito: D
Quando a ANP trata de cimento asfáltico de petróleo modificado por polímeros elastoméricos, ela não está olhando só para o asfalto “normal”, mas para um ligante que ganhou reforço para se comportar melhor com calor, deformação e tráfego. Em outras palavras: o material precisa resistir mais e voltar à forma com mais facilidade, como uma borracha bem treinada. A Resolução ANP nº 32/2010 classifica esse tipo de ligante pelos resultados de ensaios que medem duas coisas bem características: o ponto de amolecimento e a recuperação elástica a 25 °C. Isso faz sentido porque o polímero elastomérico altera justamente a elasticidade e o comportamento térmico do CAP. Por isso, o gabarito é a letra D. O ponto de amolecimento indica quando o material começa a perder rigidez com o aumento da temperatura, e a recuperação elástica mostra o quanto ele “volta” depois de sofrer deformação. Para CAP modificado por polímero elastomérico, esse par de ensaios é mais representativo do desempenho do que simples medidas de consistência, como penetração ou viscosidade isolada. Então, a lógica da norma é: se o ligante foi modificado para melhorar elasticidade, a classificação deve refletir essa melhora. A banca costuma cobrar exatamente essa ideia: não basta decorar nome de ensaio, você precisa ligar o tipo de material ao parâmetro que melhor descreve seu comportamento.