Um bueiro deve drenar a água que precipita em uma bacia de área 1,5 km2 e com coeficiente de escoamento superficial de 0,4. Para uma chuva de projeto de intensidade de 120mm/h, a vazão mínima que o bueiro necessita comportar é de
- A)12,0 m3/s.
Errada, porque 12,0 m³/s fica abaixo da vazão calculada pela Fórmula Racional com os dados do enunciado.
- B)15,0 m3/s.
Errada, pois a combinação de área, coeficiente e intensidade de chuva conduz a uma vazão maior do que 15,0 m³/s.
- C)18,0 m3/s.
Errada, porque ainda subestima a vazão obtida após a conversão correta das unidades.
- D)20,0 m3/s.
Certa, pois aplicando Q = C.i.A com as unidades corretamente convertidas resulta em 20 m³/s.
- E)25,0 m3/s.
Errada, já que superestima a vazão em relação ao valor obtido pelos dados fornecidos.
Gabarito: D
Em drenagem urbana, a conta clássica para estimar a vazão de projeto é a Fórmula Racional: Q = C.i.A. Ela é simples, direta e aparece muito em concurso porque resolve o essencial sem drama: quanto maior a área da bacia, maior a vazão; quanto maior a intensidade da chuva, maior o volume escoado; e quanto maior o coeficiente de escoamento, menor a infiltração e maior a água indo para o bueiro. Aqui, a área da bacia é 1,5 km², que deve ser convertida para 1,5 x 10^6 m². A intensidade da chuva é 120 mm/h, isto é, 0,12 m/h. Convertendo para segundos, temos 0,12/3600 = 3,33 x 10^-5 m/s. Aplicando na fórmula com C = 0,4, a vazão fica Q = 0,4 x 3,33 x 10^-5 x 1,5 x 10^6. Fazendo a conta, Q = 20 m³/s. Então o bueiro deve ser dimensionado para essa vazão mínima de projeto. É o tipo de questão em que a banca testa principalmente unidade e conversão: errou milímetro, hora ou quilômetro quadrado, a resposta escapa rapidinho. Não há um fundamento legal específico para a conta em si, porque aqui o que manda é o critério técnico de hidráulica/drenagem urbana, tradicionalmente tratado em manuais e doutrina de saneamento e hidrologia aplicada.